quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Itália parte 3, San Gimignano, Lecchi, Siena e Montepulciano



Dia seguinte seguimos em direcão a Siena, que fica ao sul de Florenca. 

Mas antes passamos por San Gimignano.

Que lugar pitoresco !!!! 

Tudo bem, apinhado de turistas e lojas para turistas, mas mesmo assim. Uma cidade medieval super conservada e cheia de ladeiras.
As vistas daquela região são lindas. Muitas oliveiras e vinhedos. E se tivesse chegado um pouco antes ainda pegaria o amarelo ouro das plantacoes de girassóis.







Pernoitamos no nosso primeiro Agriturismo.
Fazendas, produtoras (ou não) de azeite ou vinho, que possuem alguns apartamentos para locacão. Ficamos em Marmoraia. Lugar muito bonito e organizado.






Dia seguinte fomos até Lecchi. Lá pernoitamos num hotel (Villa Lecchi) por duas noites !!!!
Ó, um dia sem viver como ciganos. 
Fizemos nada o dia inteiro além de dormir e brincar com o Martin. O hotel parecia bem glamoroso pelas fotos do site. Mas não era. De qualquer forma, a dona era muito gentil e a comida ….aaaaah, a comida, mamma mia !!!!!





Depois de um descanso merecido, passamos por Siena.
Eu achei que seria uma mini versao de Florenca, mas não.
Siena tem ares mais medievais, e o que me chamou mais atencao foi a Praca do campo onde ocorre o tradicional Palio di Siena.
Trata-se de uma corrida de cavalos. Dos dezessete bairros participantes, apenas dez são escolhidos por sorteio. Ganha o cavalo que chegar primeiro, após três voltas ao redor da praça, mesmo que o jóquei já tenha caído.
Até aí tudo bem.
O problema é que a praca é inclinada e o piso é de tijolos. Fora que os joqueis não usam celas. No link tem algumas fotos da competicao desse ano, pra se ter uma nocão. 





Nossa penultima parade foi em Montepulciano. Produtor do melhor vinho italiano.
O centro histórico é parecido com San Gimignano, mas muito mais legal ! E eu que já tinha me apaixonado por San Gimignano…
Pernoitamos num agriturismo perto do centro, e no dia seguinte seguimos até Roma. Mas passamos o dia, com chuva e tudo, no camping for a da cidade.










A gente optou por dormir em hoteis uma vez ou outra, porque no trailer não tava dando. Pouco espaco, desconfortável.
Infelizmente não pensamos em todos os detalhes.
Na minha cabeca, era ter uma casa e cama e disposicão onde quer que fosse e alem de economizar com comida e pernoite. Mas na verdade, não.
Primeiro porque o conforto, com uma crianca pequena que mexe em tudo, passou lá longe.
Segundo, porque, pelo menos na Italia, e mais especificamente na Toscana, não avistamos nenhum lugar na beira da estrada para parar, mesmo que fosse “seguro”.
Terceiro, a comida se limitou a saladas e pasta. Dava pra fazer algo mais ousado? Dava. Mas e o tempo gasto ? E a sujeira? Como rodávamos o dia todo, a hora da janta era sempre um caos, onde tudo tinha que ser feito rápido e comido mais rápido ainda, para por o pequeno na cama. E aí pra quem já se perdeu o dia todo, ou bateu perna o dia todo, não está nos planos passar a noite pra fazer um banquete na micro cozinha.
O custo também não foi baixo . Para pernoitar nos campings cerca de 50 euros, que incluia a taxa do veículo, a taxa por adulto, eletricidade e mais taxas turísticas. O diesel também custou mais. Pois já que o motorhome é grande, consome muito mais do que um carro menor.
Ou seja, motorhome não estará em nossos planos tão cedo. Talvez quando estivermos aposentados e sem pressa pra nada :-)

Itálita parte 2, Florenca

A idéia era parar o motorhome numa area de sosta dentro da cidade de Florenca e pernoitar em hotel. 

A viagem entre Pisa e Florenca foi bem curta, mas em Florenca rodamos quase duas horas para achar um bendito estacionamento onde o mortorhome coubesse e quando finalmente encontramos o estacionamento indicado pela informacao turística tivemos que entrar com um plano B, pois o lugar era coberto e o RV não entraria nem a pau.  

Plano B, sair da cidade. 

Seguimos as placas de “camping” e quando achávamos que iríamos encontrar um na próxima esquina, as placas sumiam. 

Pára, pergunta, segue em frente. Imaginem o clima da viagem. O que era pra ter sido um dia com uma viagem curtinha para aproveitarmos o dia em Florenca, se tornou em estresse, crianca sentada o dia todo no carro, discussoes entre o piloto e a co-piloto. Uma maravilha.

Por fim, chegamos a um camping. Aleluia !

Um dos melhores, com excelente infra estrutura, pelo menos ! Localizado na cidade de Troghi, ao sul de Florenca. De lá, no dia seguinte, a gente tomou um onibus para visitar a cidade. 

Me apaixonei pro Florenca ! A cidade é lindíssima.

Fomos primeiro a Plazza del Duomo.
A igreja é magnifica. O lado de fora é mais cheio de frufru do que o lado de dentro. Mas o domo em si tem uns arfrescos magníficos.





Pegamos carona num walk free tour. Adoro esses tours !

Para nossa sorte, Martin dormiu nas duas horas do tour, então deu para aproveitar bem.

Palazzo Strozzi : Construido como um bloco quadrado. Naquela época, era importante manter as proporcoes e usar e abusar da matemática, pois ela era perfeita, e a perfeicao era a linguagem de Deus.
3 andares, simbolizando a trinidade.
Os blocos davam aspecto de castelo, Fortaleza, algo para eles se sentirem seguros.
A família levou 14 anos para construir tudo. E  alem de utilizarem como residencia, o prédio também abrigava uma especie de hospedaria entre outras coisas. 

Naquela época  não era comum a existência de iluminacao nas ruas. Mas esse prédio tinha.
O objetivo era manter o local iluminado para espantar as pessoas bagunceiras. Assim, aqueles que tivessem algum acerto de conta para fazer (se é que vocês me entendem) o fariam no escuro e não na frente de todo mundo.

As argolas são para amarrar os cavalos.

Outro prédio que gostei foi a basilica de Santa Cruz.  
Contruída por um judeu, ele quis deixar sua assinatura com a a estrela de Davi no topo.
Quando faleceu quiseram enterrá-lo nela, mas por ser judeu e a igreja era católica, comecaram as discussões de onde enterrar o homem. Diz a “lenda” que ele foi enterrado bem na porta, metade do lado de dentro e metade pra fora.
Nessa igreja ainda estão enterrados outros famosos como Michelângelo, Galileo Galilei, Maquiavel e Rossini.
 Durante a caminhada o guia ainda nos mostrou alguns detalhes, coisas que pra mim passam desapercebidas, como por exemplo marcas de inundacoes gigantes que atingiram a cidade.


A falta de tempo e cansaco não nos permitiu visitar nenhum museu de arte (fica aqui a desculpa para voltar um dia a Florenca :-), então resolvemos visitar o Museu da História da Ciência que é bem bacana, mas só com objetos das antigas. 



Após a visita ainda passamos pela Farmácia mais antiga de Florenca. O prédio por dentro é bem bacana. A maioria dos produtos são cosmèticos e alguns fitoterápicos. 



Outros cliques da cidade ...
Ponte Vecchia



 

Italia parte 1, Toscana: Saturnia e Pisa



De Lisboa voamos para Roma, na Itália. 

Lá nos encontramos com minha sogra que faria esse outro trecho da viagem conosco. 

A “brilhante” idéia foi alugar um motorhome para a viagem na Toscana.  Bom, vocês irão entender o uso das aspas logo mais …

Na primeira noite a gente passou num mercado para abastecer a caranga com mantimentos e paramos num camping para pernoitar.  

As comidas para bebês na Itália são bem diferentes. 
O grande fabricante chama-se Plasmon. Eu vi uma ve só as papinhas da Nestle, prontas. 
Essas da Plasmon, a gente compra o vidrinho só com legumes,ou só com creme de queijo, como parmesao por exemplo, ou só com carne, seja ela, de frango, peixe, carneiro, boi, coelho ou cavalo !! Aí, ,você compra uma pasta (óbvio!) que tem que ser cozida e misturada aos legumes e/ou carne. Dá mais trabalho. Fica tudo com a mesma consistência, e o sabor não muda muito. Mas o Martin amou e comeu horrores :-)

O motorhome era para 6 pessoas. Mas com malas, ficou pequeno para 3 adultos e um bebê. O banheiro é micro e o sistema de água tinha algum gambá morto, por causa do odor.
Aí, quando a água parou de sair da toneira e ligamos para a agência de aluguel, o cara nos informou para mexer “naquele fiozinho ali” pois era mal contato. 

Esse camping ficava na praia. Gigante, com piscina e todos os demais apetrechos de camping. 
O meu quarto e o do Martin ficava na parte de cima, na frente, onde está com a janela aberta.
No dia seguinte, dirigimos rumo a Saturnia. 

Compramos dois mapas, e mesmo assim a gente se perdeu.
O sistema de placas nas estradas italianas é sofrível. Rodamos o dia todo. Exaustos chegamos na cidade e lá dormimos numa “area de sosta” que se trata de um estacionamento para motorhomes, onde você tem acesso a energia elètrica e água para abastecer os tanques.
O estacionamento estava lotado e, obviamente, o motorhome vizinho só resolveu calar a boca depois das onze e meia da noite. E italianos nem falam alto, então imaginem minha alegria. 

Saturnia é uma cidade pequenina e simpática.




Mas o ponto alto são as termas. Uma delas se mistura a água de um rio e forma uma cachoeira com várias mini piscinas azuis e com água morninha, apesar do cheiro de ovo podre. Uma delícia. Me lembrou muito Pamukkale, na Turquia. 





Pisa, foi a próxima parada. 

A falta de sono nos dois primeiros dias de motorhome (dormi na cama de casal com o Martin que rolou pra lá e pra cá a noite INTEIRA não me dando chance para piscar os olhos) nos obrigaram a dormir num hotel. Largamos a van numa area de sosta dentro de Pisa e dormimos no centro. 

Eu não fiquei desapontada, mas eu achava que a Torre de Pisa fosse beeeem mais alta.  

A praca com as demais construcões é muito linda. Mas, como já era fim do dia e todo mundo  estava cansado não tivemos tempo de entrar em nenhum museu. Ou seja, foi tempo de bater meia duzia de fotos, jantar correndo porque o Martin já estava pra lá de Bagda e ainda assim esperar mais de uma hora pelo Anders que teve que voltar na area de sosta pra buscar algumas coisas no motorhome. Detalhe que o pobre nao achou um taxi na rua e teve que ir e voltar a pé.  




todo mundo segurando a danada, hehehe
 O pé na estrada continuou no dia seguinte e  seguimos até Florenca.