quarta-feira, 25 de julho de 2012

Ruibarbo

Aqui na terra do bacalhau, verão é sinônimo de algumas coisas comestíveis, tais como morangos, vários tipos de "berries", camarão com pão e maionese (hmmm,, meu predileto), grill ou churrasco, e porque não ruibarbo.
Tá aí, uma coisa que eu nunca tinha visto na vida. Muito menos provado. 
Bem popular aqui no verão, ele é usado para fazer recheio de torta, mufins, coquetel, sucos, smoothies, you name it. 
E tem aqui no quintal de casa. 

a parte que se consome é o talo vermelho
Procurei por uma receita de torta. Tem várias na net. Acabei escolhendo uma bem simples, onde só o ruibarbo era usado como recheio. 
E voi lá !

É, não ficou lá aqueeeeelas coisas. 

Sinceramente, o mato não tem gosto de muita coisa. Prefiro a torta de blue berrie.

Reza a lenda, que a data para colheita não deve ultrapassar o dia mais longo do ano, ou St. Hans, no 23 de junho, ou dia mais longo do ano.
Aqui na Noruega, o povo celebra com algum churrasco se o tempo permitir. Mas nada demais. 
Já na vizinha Sueca, o bicho pega. Essa data é bem especial por lá e MUITO BEM (ou não, rs) comemorada. 

Mais infos no blóguio da zifia Yoyo, aqui, ou nesse outro com uns vídeos ilustrativos divertidos. 

8 meses e visita da vovó Zô do Brasil :-)

Minha mãe tava que não se aguentava mais de saudades do pequeno e resolveu dar um pulinho aqui para passar mais tempo com o neto.
Ela teve a "sorte" de vir bem na transicão dos 8 meses, quando alguns bebês resolvem ficar desconfiados. E Martin, que até então sempre foi super risonho, resolveu estranhar todo mundo.
Ele não chorava nem nada, mas fazia umas caras muitos engracadas.
Levou dois dias pra ser amigo da minha mãe de novo :-)

Ah, e além do mais, ele resolveu fazer greve de fome.
4 semanas comendo 3 colheradas de livre e espontânea vontade e o resto na marra. 
Ele chorava, eu enfiava a comida na boca dele. Ele ria, lá ia outra colherada, nem bocejar o pobre podia, que lá vinha a abominável colher cheia de comida.

Eu sei que a gente não deve forcar a crianca a comer. " Se ela estiver com fome, vai comer!" Sim ! Nos primeiros dias eu achava isso. Mas na terceira semana eu estava desesperada.

Minha mãe, com toda paciência que só uma avó pode ter, tentou vários truques. Eles funcionavam, na grande maioria das vezes, mas foi cansativo.

Pão ele come. 
Se puder, o dia inteiro em todas as refeicoes. Um autêntico noruguês, para o desespero da mamãe que passou a se dedicar a arte de fazer comida para bebês, com lista de compras, ingredientes frescos e tempo gasto no fogão para fazer o "papá" mais gostoso de todos os tempos, e o que é que o rebento quer ? Pão.
Eu nem enganava a crianca, oferecendo pão e quando a boca abria, eu tascava uma colherada bem gorda de comida. Não, não, não. Iria traumatizar a crianca.

Os poucos dias sem chuva, a gente aproveitou pra dar um "cata" no jardim, como diria a minha mâe. Tem algumas plantas que nascem "sozinhas",todo o ano, mas eu sempre vou na loja comprar algumas coisas pra enfeitar o jardim.
Dessa vez, contamos com um ajudante !


Por incrível que pareca, ele não enfiou nem um matinho na boca, ao invés disso ele segurava bem apertado na maozinha, por HORAS! As vezes, no fim do dia eu percebia que uma das mãos estava fechadinha, e quando ia ver, lá estava um matinho ou pedaco de papel com os quais ele havia brincado a muitas horas atrás. 
Esse menino vai ser econômico! 

Ainda nesse mês de junho fizemos uma outra viagem com a galera do barulho, leia-se Martin e seus comparsas. Fomos para Risør, que fica ao sudoeste da Noruega. Perto dessa outra cidade aqui, que já visitei antes. Fim de semana tranquilo com os pequenos, muito bate-papo e risadas. 
Não dá vontade de levar tudo pra casa ???

A caminho de Risør, co-piloto

Risør

Da série: um é pouco, dois são bons e três são DEMAIS :-)
Aos 8 meses, Martin aprendeu a sentar. 
Comecou como uma coisa sem querer e acabou uma coisa "querendo", de propósito. 
Fora isso ele se rasteja, feito um soldado, pra todo lado. Engatinhar que é bom nada, por enquanto. 
Pelo menos, sentado ele consegue curtir melhor seu programa de tv predileto: "Fantorangen". 

Fantorangen
Aqui, no canal do governo, todos os dias as 17h, eles tem o "barna tv" ou, tv para criancas. Comeca com uns desenhinhos para bebês e as 18h são desenhos para criancas maiores. 

Todos educativos e bonitinhos.

 Esse Fantoragen, é tipo um apresentador dos desenhos para os bebês e tem uma voz engracada. Quando comeca o programa, toda uma musiquinha, e o Martin estica os bracos pra frente, abre a boca e fica se segurando até o elefante vermelho aparecer e falar, ai, ele bate os bracos, sorri e grita de alegria. Fofo !

Curtindo Uki, um dos desenhos para bebês

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Martin e os animais da casa

Pois é agora temos 7 criancas na família. Pois sim, eu e Anders insistirmos em usar a palavra "kids" quando nos referimos aos quatro patas. 
 
Martin AMA o Nexus, ou Gatão, para os íntimos. 

Ele, Martin, dá uns gritinhos de alegria toda vez que ve o gato e fica desesperado para poder pegar no bicho, que por sua vez, sempre tem a audácia de ficar parado até o momento em que o Martin vai quase que alcancar, e vupt, só se vê  a bola de pelos se esvair pela casa.
Nexus "super" afim de receber um carinho

Outro dia a Phoeboca veio visitar o pequeno.
Ela é "cool", na dela.
Deu uma cheirada, uma lambida na cara e pronto. Sentou perto do Martin e ficou de olho em alguma possível comida.
Phoebe e Martin
Ao contrário da Burka que acha que o Martin é filhote dela.
Ela é louca por ele.
Se eu deixar, ela lambe o pobre coitado até gastar.
Dos outros "meninos", Sven e Joey são os que vem lamber as mãozinhas do Martinico. Niklas, dá uma olhada, uma cafungada no ar e só.
Burquinha dizendo oi
A galera

"Pee"
A dupra de dois, ou "de hvite" ou Niklas e Sven
 
Burka beijoqueira

Sven, the boss

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Martin 7 meses, Grenoble, Franca

No fim de maio a gente foi para Grenoble. 
Anders tinha um congresso de trabalho, o mesmo do ano passado que foi em Turino e onde eu fiz um bate e volta até Grenoble pra visitar a Sil e familia.
Eu fui na frente com Martin. Seria a primeira vez que eu voaria sozinha com ele, incluindo uma conexão. 
Felizmente tudo correu bem :-) Cansativo, mas possível.
O tempo estava lindo, muito calor e sol.
Aproveitamos pra passear tanto em Grenoble, quanto pelas redondezas. 
Ah, sim, quando cheguei fui introduzida ao segundo filho da Sil. Mas de 4 patas. Bahnhof. Um labrador chocolate. Muito fofo e meigo. 
Fomos para uma cidadezinha ao lado de Grenoble, chamada Vizille. Tem um castelo lá com um jardim imenso e muito bonito. 
Castelo de Vizille


Minis
Depois quando o Anders chegou, nós fomos para Annecy. Cidade bem turística e muito gracinha. Lá tem o lago, que dizem, ser o mais limpo da Europa. Verde azulado, com água de degelo, lindíssimo.

Annecy


Toutou bar ! Bebedouro para cachorros !
 
A Sil me levou numas lojinhas bem bacanas com artigos para bebês. Uma delas é a Natur Decouvert. Nossa, dá vontade de comprar a loja inteira. Adorei. 
E a outra foi uma de coisas ecológicas para bebês. Acabei comprando uma fralda de pano noturna (logo, ponho um post sobre as fraldas de pano que uso) excelente. 
No mais aproveitamos o tempo para comer. Sim, somos duas gordas ahahahaha. Muitos, muitos queijos, vinhozinho, japa, sorvetes, etc. Sinto falta disso aqui na Noruega, tanto da variedade como precos, também. Aqui tudo é muito caro, e não dá pra "engordar" tanto.
No restaurante japa-thai, super decorado

Calor !

No alto da bastilha em Grenoble

árvores retangulares

Meus meninos

Martin se comportou muito bem nessa viagem. Quase nao chorou. Dormiu super bem. E nem reclamava de ficar o dia todo no carrinho pra cima e pra baixo, com calor e tudo, tadinho.
Ainda nesse mês, Martin comecou com sua ginástica interminável, de flexões e ficar de quarto. Eu canso só de lembrar.  Além disso ele roda no próprio eixo e agora vai pra onde quer, e nao por coincidência apenas. Apresenta um controle motor bem melhor das mäos. Ah, também se revira dentro do berco e conseguiu ligar o mobile as 4 da matina, pra curtir uma música :-)
Puxa

Estica

Martin 6 meses

Assim que voltamos do Brasil, fomos viajar na páscoa.
Minha querida amiga Sil veio com o filhote para conhecer o meu pequeno e passar uns dias.
Fomos pra Gol.
Dessa vez ficamos na cabana do "pai" da Burka. A intencão era aproveitar o resto de neve e levar o povo passear de trenó, mas infelizmente, tava ruim de neve. Só nas montanhas e aí ficamos com preguica.
O domingo de páscoa, passamos em casa. Fizemos caca (nao tenho cedilha no teclado norueguês!) aos ovos pro filho da Sil e nos entupimos de chocolate.
Igor procurando os coelhinhos com chocolate.
Ah, nesse feriado Martin aprendeu a rolar! Bonitinho!
Mas só rolava numa direcao, e ai se enroscava nos móveis e chorava porque não conseguia desviar. Da mesma forma que ele, antes, chorava quando ficava de barriga pra baixo e não conseguia desvirar.
Tia Sil

Igor e Martin
 E aos seis meses Martin comecou com a comidinha sólida. E ao mesmo tempo comecou a confusão pra mamãe aqui, hehehe. 

Obviamente, cada país tem sua cultura, e eu tentei ao máximo agregar informacões, tanto daqui, como aí do Brasil.
O que me serviu de guia e inspiracão foi esse livro da Christine Bailey "100 receitas para bebês". O livrinho é bem bacana, tem receita dividida por idades, com informacões sobre os nutrientes de cada alimento e o mais legal é que, a maioria dos pratos a gente pode fazer pra família toda. São super, hiper, mega nutritivos e saborosíssimos. O único incoveniente é que são vários ingredientes por receita, então eu me programava pra semana, fazia uma listona de compras e tirava uns dois dias, ou duas noites, pra cozinhar. 
Comprei uns potinhos plásticos pra congelar. Depois transfiro o cubinho congelado pra um saco ziplock e escrevo qual é o prato (porque depois de passado no mixer, vira uma massoroca só) e a data. 
As papinhas de frutas também faco em casa. Mas aí eu invento as misturebas. 
primeiro dia de "comida de verdade"

nham, nham !
Aqui, na Noruega, o povo da bastaaaante mingau ou "grøt" pra criancada. Eu digo bastaaaaaante porque tem gente que acaba dando até 3x por dia. Acredito que por pura preguica de cozinhar. O mingau aqui é enriquecido com várias vitaminas e ferro que a partir do sexto mês de idade no bebe precisa ser reposto. Então é uma maneira de garantir que a crianca esteja injerindo ferro. 
O que eu fiz foi introduzir o mingau primeiro, no horário da janta, já aos 5 meses e meio. .E depois ao sexto mês, comecei com a papa salgada na hora do almoco. Testei alguns legumes sozinhos, cozidos e amassados com azeite, mas não tive paciência de testar todos os legumes. Logo depois já comecei a misturar alguns, juntamente com carne moida, frango ou peixe. Este ultimo, pelo que entendi, no Brasil só é introduzido na dieta mais tarde.
Martin toda vez que provava algo novo fazia uma cara de que "tá ruim, mas tá bom" e mandava pra baixo.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Gente mala deveria ir socada no bagageiro



A aeronave só tinha 3 assentos na fila do meio, um deles era meu, bookado junto com o lugar para pendurar o bercinho para o Martin. Anders estava a duas fileiras atrás. Na hora do check-in, perguntei se näo dava pra mudar o Anders pro meu lado, mas os outros dois passageiros já haviam feito o check-in. Beleza. 
Se fosse um casal com crianca, eu nem ia pedir pra trocar. 
Ai, entrou um casal sem crianca. Eu, educadamente, perguntei se um deles poderia trocar de lugar com o Anders, para facilitar minha vida (por exemplo, é impossível comer no assento com um bebê no colo). A mulher do casal, poderia ter respondido que não, que ela gostaria de viajar ao lado do marido. Aí, eu iria encher o saco de outro passageiro, o de trás, ou o do lado. Mas ela vira e me diz: "Porra, é FODA! A gente nem entrou e neguinho vem pedir pra mudar de lugar", eu já comecei a tremer depois do "foda" e antes que eu a interrompesse pra pedir desculpa pelo meu nascimento e importuno, ela continua "como é que as pessoas não marcam assentos juntas ? Só pra vir encher o saco dos outros .. ooow aeromoca, vem cá ...." 
Ai, meu jesuiscristinho !
A aeromoca disse que ela não era obrigada a trocar, bla, bla, bla, eu já implorando pra ela esquecer o que eu havia falado. Mas ela catou as coisas e foi. Assim que o avião decolou, o marido colocou um fonão de ouvido e apagou. Mas a "mala"  da mulher veio assim que pode, acordá-lo pra dizer o quanto FODA era ela ter que viajar longe dele. Detalhe: ela metia o pau em mim e no Anders, com a gente sentado ao lado do marido. 
No meio da madrugada, estou eu em pé esticando as pernas, Anders no banheiro e Martin nanando feito um anjo no bercinho. De repente sinto um cutucão no ombro. 
Viro-me.
A "coisa" me diz:" ta felizinha agora, tá?".
Eu, no meu estado zumbi, pergunto o que ela quer dizer com aquilo, e ela continua o discurso "é, porque agora você tá toda calminha ai, mas quando eu entrei, você veio toda estressada e nervosa (sim, porque eu sou super estressa e nervosa, quem me conhece sabe hehehe), eu mal entrei no aviao você já veio pedir pra eu trocar de lugar, pra viajar separada do MEU marido (marido esse que ela acordou 4 vezes durante o voo pra falar oi no meio da madrugada!). Ta feliz que você conseguiu separar a gente, heim, heim???"
Eu peco desculpas, pela milésima vez, e praticamente imploro pra ela destrocar com o Anders. Explico que eu já havia comido, que o bebê dormia sem problemas, blá, blá, blá. Gesticulo, mostro, só faltei fazer um desenho pra ilustrar melhor. Pra ela né, porque o RESTO dos passageiros que estavam assistindo o barraco de camarote, mesmo não falando português, haviam entendido tudo. Mas nada adianta. Ela volta resmungando pro assento e pra finalizar grita com a cabeca pendurada no corredor: "você é LOUCA!"
Depois disso, minha loucura não me permitiu que pregasse os olhos. Vai saber, se a doida não me vem jogar um copo de café fervendo em mim, ou no Martin ?
Fiquei com medo de que ela viesse pra cima da gente no desembarque, mas gracas aos deuses vikings, eles seguiram seu caminho. 
Eu sou feliz por ter sangue de barata nessas horas. Porque se é uma outra pessoas mais pavil curto, imaginem a baixaria. Afe. 

Martin 4 - 5 meses (Brasil, Argentina e Uruguay)

Curtindo uma rede na varanda da Lau !
No início de fevereiro Martin, mamãe e eu embarcamos para o Brasil. Anders viria 3 semanas mais tarde.

Pernoitamos em Amsterdan e o voo para São Paulo, foi super tranquilo. Sentamos ao lado de outro casal com bebê e viemos conversando e sendo entretidos pelos pequenos.

 Aqui na Noruega, mulher com crianca pequena não tem prioridade em lugar algum. Pra embarcar, se os executivos pudessem me empurrar da frente deles pra entrar na aeronave, eles o teriam feito.

Já no Brasil, o povo foi super prestativo.
No colo da bisa
Os únicos inconvenientes foram a perda da mala da minha mãe (pela terceira vez !!!) e termos sidos escolhidos pra passar pela polícia federal pra revistar bagagem. Pois sim, uma mulher com uma crianca pendurada no pescoco, mais sua mãe tinham muito cara de contrabandistas, ou sei la eu o que.

As primeiras semanas eu aproveitei pra relaxar e apresentar o pequeno aos amigos e familiares :-)  

Tia Fê veio visitar Martin assim que chegamos.
Passamos um final de semana na casa da minha querida amiga Laura, em Indaiatuba. 
Tomamos afé da manhã na fazenda em Itupeva. 
Comemoramos meu aniversário em casa, com bolinho, minis e amigos. 
Almocamos na minha avó paterna e ela segurou no colo seu primeiro bisneto. 
Martin curtiu uma piscina, pela primeira vez, na casa da minha prima Selma e tomou banho de mangueira na casa da minha mãe pra aliviar o calor.  Aliás calorzao nas 6 semanas em que ficamos na América do Sul.

Anders chegou e já partimos pra Argentina.

Fomos para Buenos Aires, pois o maridão não conhecia a capital dos hermanos. 
Ficamos hospedados no hotel Casa Calma. Encontrei pelo trip advisor e recomendo. EXCELENTE. Tivemos problemas com a reserva.. Então, eles fizeram um upgrade pro quarto master deles, sem nenhum custo. O staff do hotel também era impecável, assim como todos os detalhes, incluindo os ecofriendly ones. Café da manhã divino, servido no quarto.

Passeamos por Puerto Madeiro, Caminito, San Telmo, Recoleta e Jardim Japonês. 
Caminito


Gato Quilmes

Tango em San Telmo

Jardim Japones

 Uma noite saímos pra jantar com meu primo que também estava na cidade, a caminho de Mendoza. Aproveitamos pra comemorar nossos 10 anos de viagem a Argentina pela primeira vez. Mas essa é uma ooooooutra história, divertida, mas fica pra um próximo post :-)

Ah, e  numa outra noite, jantamos as melhores empanadas de Bs As. El Sanjuanito. Fica na Recoleta. Muito bom, barato e agradável.

Martin até que se comportou bem. Tentei não tirá-lo de sua rotina de horários de soneca, soninho, sonão e tetês, já que ele ainda só mamava no peito. Aliás, ainda no Brasil, ele decidiu que não precisaria mais dos bicos de silicone para mamar ! EEEE ! Uma coisa a menos pra carregar, esterilizar e perder por ai (já que são transparentes e eu vivia perdendo-os na cama, no chão, etc). 
Martinico reclamava, as vezes, no carrinho de calor, judieira. Mas aguentou firme e forte !

Voando de fralda limpa :-)
Após Bs As, seguimos para Montevideo, no Uruguay. Eu havia bookado um voo cedo, as 9 e já que o voo é curtinho, tipo 40 minutos, achei que fossemos ter tempo de visitar a capital antes de seguir para Punta del Este. Mas estava enganada. 
Ao chegar no aeroporto, o voo havia atrasado 4 horas! Após insistirmos, conseguimos transferir para uma outra empresa, ,com voo mais cedo, mas que mesmo assim saiu super, hiper atrasado. Chegamos no hotel as 4 da tarde, super cansados.

Dia seguinte, seguimos de carro até Punta. 
Eu achei que o nosso hotel fosse na beira da praia, com cadeira, guarda-sol e afins, mas não era. Era perto, mas não tinha infra-estrutura do hotel na praia. Um calor senegales e a gente com um bebê e obviamente sem guarda-sol na mala. Aproveitamos a piscina do hotel e no dia seguinte fomos visitar 
a Casa Pueblo.  No fim da tarde, conseguimos passar na praia para o Martin pisar na areia e na água salgada pela primeira vez na vida :-)
Relaxando em Punta

Martin bebendo seu "leche"

Casa Pueblo - Punta del Este

Casa Pueblo

Na praia

Mamae e Martin

 Punta deve ser um lugar legal e infernal pra se visita em alta temporada. Ponto final. E de preferencia se você tiver muita grana, porque tudo lá é caríssimo e se for solteiro pra se divertir bastante. 

Na volta a Montevideo demos um pulo no centro. Embaixo de chuva. 

Pelo menos devoramos um churrasco gaucho no mercadão central. 
Centro Montevideo

Centro Montevideo
Eu não conhecia o Uruguay, por isso fomos. Mas, sinceramente, se soubesse que era assim, eu não teria ido. Acho que Buenos Aires tem muito mais a oferecer e teria aproveitado o dias extras pra tomar vinho em Mendoza. Bom, fica pra próxima. 

Na volta ao Brasil, ficamos em São Paulo, hospedados na minha querida amiga Fer. Tratamento 7 estrelas na casa dessa minha amiga :-) E no final de semana fizemos um almoco com meus amigos de sampa. Estava delicioso. Muito bom rever a galera e apresentar o pequeno. Ai, como sinto saudades dos meus amigos. Muita ! Felizmente, consigo reve-los quando vou ao Brasil e manter contato pela internet :-)





Almoco mineiro da mae da Fer. Voltei 20kg mais gorda :-)
 Voltamos pra Jundicity e ainda batemos um bate-volta pra Jaguariuna e Campinas, onde o Anders foi fazer o tal do esqui aquático com cabo. 


Nesse tempo no Brasil, Martin aprendeu a rir mais, a dormir mais, comeu mingau pela primeira vez, experimentou algumas frutas, passou a dormir sem ser enrolado no pano (ele só dormia empacotado que nem uma mumiazinha pra não ficar se batendo com os próprios bracos, mas impossível fazer isso quando o termometro bate 28C, a noite). Também passou a reclamar ou choramingar se retirávamos algum objeto de sua mão. Demostrou também grande interesse em manusear mapas papel !
Futuro taxista, piloto, geografo ?!