quinta-feira, 5 de maio de 2011

Zanzibar, Tanzania.



Nossa última parada foi na ilha principal de Zanzibar.
Zanzibar é um território semi-autonomo, mas que pertence a Tanzania.

A gente voou de Kilimanjaro, num mini avião, daqueles com hélices. Eu odeio mini aviões, tenho meda! O guia do safari nos deixou no aeroporto com nossas caixas de lanches, e lá, ainda no saguão, devoramos nosso último pedaço de frango frito da temporada (ah lembrei agora que antes de chegarmos no aerporto a gente visitou um vilarejo ainda no continente, segue no próximo post) !

Sinceramente, nós não gostamos de Zanzibar. Bonito, mas caro, caríssimo, povo mal educado e tipo, já visitei lugares tão bonitos quanto.

A gente só foi pra lá, pois a idéia era RELAXAR após o safari poeirento.

Pois bem, no aerporto já fomos cercados por mil carregadores. A gente tinha nossas mochilonas nas costas, então o camarada iria carregar o que ? Me digam, moi ? Só se fosse. Aí, te faziam cara feia (1).

O nosso hotel ficava afastado, tipo uns 40 minutos de carro do aeroporto. Mas o pior era que o hotel era isolado e uma simples corrida de taxi até uma outra praia, que nem era do outro lado da ilha, custava míseros 100 dólares ($$$), ida e volta.

Chegando no nosso hotel 5 estrelas (cof-cof), fomos recebido male má, e corremos pro quarto pra relaxar no ar condicionado. Eu estava desidratando, e peguei uma garrafinha de água que estava em cima da pia do banheiro. Pra mim, em hotel chique, tudo o que está fora do frigobar é pra ser de graça. Mas a aguinha  me custou 5 doletas.

O quarto era bom e a programação da tv, hilária. A "MTV" local era um must. Só por deus. Muito comercial sobre uso da camisinha, planejamento familiar e sabonete desses tipo Protex, que matam tudo.
Bom, eu resolvi economizar e encher a garrafinha com água da torneira ..... A água era salobra. Argh.

no hotel
A praia era muito bonita. Pelo menos ! Várias tonalidades de azul e verde, com a maré subindo e baixando, ou seja, cada dia a praia tinha uma cara.

Mas o "pobrema" ficava na areia. O hotel dava direto na praia, e bem na frente das nossas cadeiras ficavam os vendedores ambulantes. Um inferno. Impossível dar um mergulho sem ser parado por 5 pessoas diferentes, te abordando em 500 idiomas.


Bom, fomos então ver os passeios disponíveis. Tinham me recomendado uma visita ao centro histórico e a uma plantação de temperos/especiarias. A gente também queria fazer snorkeling, mas como o preço era assutador, pensamos em ir ao centro e de repente pegar um pacote por lá.

A única coisa boa desse hotel era o jantar. Magnífico. Muitos frutos do mar e muito tudo, mas bebida não inclusa. Me matava ver um grupo de italianos que estavam lá, encherem o prato de macarrão, enquanto que a pobre aqui (que não tinha almoçado pra não pagar 20 doláres num mísero hamburguer) comia sua sétima lagosta hahahaha Eu até mandei o Anders na fila duas vezes por mim, pois fiquei com medo do tio me dar uma bronca.
Peixe espada para o jantar
Dia seguinte fomos na tal excursão. O lance era andar numa fazenda com plantações diversas. Cravo, canela, pimenta do reino, noz moscada, etc, etc, etc, etc. Algumas coisas bem legais que eu nunca tinha visto, como um pé de cravo por exemplo, mas outras mais comuns pra nós brasileiros, como mangas, abacaxis e bananas. Porque banana pros gringos aqui das zoropa é uma coisa "exótica".
Nosso guia era um bosta. Não sabia nada de nada e tudo ele dizia que era nativo, aham ..... Aí lógico que tentaram nos vender os temperos e uns sabonetes aromáticos por preços exorbitantes e quando recusamos, cara feia (2).
Cravo da ÍNDIA, mas segundo o nosso guia, nativo de Zanziabar, haha


Depois seguimos pro centro. Primeira parada foi o mercadão central. A maioria da população de Zanzibar é mulçumana e eles não gostam de fotos, então tive que me virar pra ter alguns cliques. Esse mercadão era nojento e fedorento, mas legal, rs. Eu gostei da sessão das aves, onde eles vendiam as galinhas vivas e por raças e se quisesse alguém a escaldaria pra vc, ali mesmo na tua frente.

O nosso guia corria, desgraçado ! Aí eu pensei, escuta, o passeio era para o dia todo, e isso era em torno do meio-dia. Então larguei o cretino correndo e fui fuxicar nas coisas. Aí quando encontramos com ele de novo lá dentro, adivinhem, cara feia(3). A essas alturas eu já tinha ligado o foda-se.

dando banho na galinha
Na banca de cosméticos
Olhem a limpeza do setor do peixe. Dá pra sentir o cheirinho ???


 
Em seguida fomos a uma igreja que no passado era um mercadão de escravos. O guia vomitou as infos em cima da gente e no fim, a única coisa que me lembro é dessa foto ao lado, veja se consegue descobrir o "erro".


No fim almoçamos num restaurante bom e não caro. Mas quando dei uma espiada nas agências de passeio, vimos que o preço era tabelado pra tudo. E então desistimos do snorkeling.










Igreja, ex-mercado de escravos
Ainda demos uma andada, pela cidade que é caracterizada pro ser um mix da cultura africana, indiana e árabe, mas muita coisa estava mal cuidada e suja. O que é tombado pelo patrimônio, estava caindo aos pedaços. Triste.

Detalhe das portas indianas. Esses "pinos" era pra machucar os animais que tentassem arrombar a porta com a cabeça, como porcos selvagens, por exemplo.

Na volta pro hotel, não demos um tostão de gorgenta nem pro guia e nem pro motorista. Apesar de não falar suahili, eu tenho certeza de que os dois vieram metendo o pau na gente no caminho de volta. E no fim cara feia. O guia até "malhou"  a porta do carro, porque ficou nervosa, ui.

Aí desanimamos de fazer mais passeios caros (esse da cidade custou 70 dólares) e chatos. E ficamos enfiados no hotel os resto dos dias. No fim, no terceiro dia eu já tava de saco cheio.

Fizemos um check out e a recepcionista nem se quer olhou nos nossos olhos ou disse um obrigada.
Infelizmente, nós não éramos os únicos insatisfeitos com o serviço. 
Os masaais de Zanzibar são modernos, de óculos escuros e relógio digital. A maioria trabalha como segurança e carregador de malas nos hotéis.