sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Parque Tarangire, Tanzania

O último parque que visitamos foi o Tarangire. Ele recebe o mesmo nome do rio que passa por ele, e é a principal fonte de água para os animais que lá vivem.
O parque é famoso pela grande quantidade de elefantes e árvores baobas.
Durante a seca, os elefantes se alimentam de pedaços do troncos dessas árvores que possuem água armazenada.

Árvore Baobá
Eu me lembro que esse dia estava muito, mas muito quente. E esse foi o único parque que tivemos problemas com mosquitos. Muitos deles, do tipo tsé-tsé, a mosca do sono. Felizmente nem todas as moscas são infectadas, mas impossível saber quem está "limpa" ou quem não está, então tomamos um banho de repelente. Mesmo assim, elas nos infernizaram.

Logo após a gente, dois ônibus com alunos mulçumanos chegaram. Um para os meninos e outro para as meninas. O uniforme, além do hijab, era composto pelas blusas de lã (oi?). As meninas tinham que caminhar atrás dos meninos e não dividiam nem a mesas para lanchar. O alemão que fez os safaris conosco sugeriu que as meninas devessem andar na frente dos meninos .... para irem varrendo e limpando o chão onde eles pisariam .... ha ha ha .....

Anyway, esse foi o único parque que (além de mosquitos) tinha papel higiênico e água nos banheiros!!

Infelizmente não vimos muitos animais e o calor e o mosquitos só atrapalharam.
Seca

carcaça de girafa

Impala e alguns suricatis

Ficamos horas observando e seguindo um grupo de elefantes que se locomovia ao longo do rio Tarangire, seco e arreganhado.

Em alguns pontos os elefantes enfiavam suas trombas na areia e sugavam água do "sub-solo".

Também foi super bonitinho ver como o grupo ajudava os elefantinhos. A subir ou descer um degrau e tudo mais, muito fofo.

"Caminhando contra o vento. Sem lenço e sem documento. No sol de quase dezembro..."

"eu vou ..."

Rio Tarangire

de longe ...

...mais de perto.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Parque Ngorongoro, Maasai e Olduvai Gorge, Tanzania

Ainda no parque Ngorongoro a gente visitou o Olduvai Gorge, o sítio pré-histórico mais importante do mundo. 
Olduvai Gorge
Olduvai é mais uma das palavras que foram traduzidas erroneamente pelo colonizadores. Oldupai, na língua Maasai significa sisal. Planta presente em abundância na região.
A 45km dali se fica o sítio Laetoli, lugar onde foi encontrado pegadas dos primeiro humanos que caminhavam eretos.

Museu

A milhões de anos, o local era um lago que foi coberto por depósitos de cinzas vulcânicas. Cerca de 500 mil anos atrás, um terremoto fez com que esse lago escorresse em forma de corrégos e rios, cortanto o terreno em sessões e revelando as camadas de sedimentos depositadas ao longo dos tempos. 

Os sedimentos da base do Olduvai tem idade de aproximadamente 2 milhões de anos.

Nessa área foram descobertos vestígios de acampamentos humanos primitivos, bem como ferramentas e outros utensílios usandos por essa população.

Visitamos o pequeno museu  que conta a história e as descobertas do sítio arqueológico.


Próxima parada foi uma vila Maasai.

Os Maasai são um povo semi nômade e vivem, hoje, no Kenia e norte da Tanzania.
A maioria se encontra dentro do Parque Ngorongoro, enquanto que os demais se espalham ao longo das rodovias e até em Zanzibar.
Grupo de mulheres e crianças, a frente. Ao fundo, 3 homens.
Nós fomos recebidos na vila por um membro que fala inglês e que seria nosso guia. A primeira coisa que os homens fizeram foram demostrar sua dança. Onde o mais forte, salta mais alto. Eles também cantaram, mas não usavam palavras, só uns sons produzidos pela boca e nariz.

Anders, convidado pra saltar com os Maasai
 A seguir o guia local nos levou para conhecer a vila.
Eles ficam acampados por cerca de 4 meses em cada local e toda vez que se mudam têm que reconstruir tudo do zero. Se é verdade ou não, eu não sei, mas nosso guia Oska, nos disse que os Maasai determinam o terreno em que vão criar seus animais, atirando uma pedra, e onde ela cair é o limite da área.
Enfim, as mulheres fazem a coleta de gravetos que são usados na contrução da cerca e das "casas".
Vila Maasai
 Nessa vila que visitamos, haviam cerca de 100 membros dividido em 3 famílias. Eles tem uma espécie de "médico-shaman", um sábio, um professor e um encarregado dos negócios.

Dentro da escola, as crianças aprendem sobre a cultura do seu próprio povo e um pouco de inglês. Acredito que a língua estrangeira, seja mais para aprender a se comunicar com os turistas. Enfim. 
dentro da sala de aula Maasai
 Também fomos convidados a entrar dentro de uma das casas. São minúsculas, mas mesmo assim divididas entre cozinha, e dois quartos. Apesar da cozinha possuir um fogo de chão, dentro das casas é bem fresquinho. O telhado é reforçado com esterco de vaca para proteger contra a chuva.
Posando para a foto na frente de uma das casas
Os Maasai vivem do pastoreio de vacas, cabras e burros (usados para transporte). Eles só podem se casar com membros de outros clãs e o marido tem que pagar pela esposa. O preço varia na quantidade e tipo de animais. O meu valor no mercado Maasai para trabalhar como professora é de 20 burricos :-). Anders recusou a oferta, mas fiquei pensando se, ao invés, tivessem oferecido 20 huskies .........
Cabras e burricos
Eles se alimentam do leite, carne e sangue dos animais. Na ausência de água, quando estão cuidando dos animais longe da vila, eles bebem o sangue dos animais, mas sem sacrificá-los. Eles carregam consigo, o tempo todo, uma faca e um cajado, para se proteger e proteger seus animais de predadores.

As mulheres se enfeitam com as mais diversas bijoux e também as vendem. A roupa, eu achei que fosse fabricada por eles mesmo, mas não. É comprada em mercados nas cidades e importada. 
Mulheres Maasai


Os meninos passam por um ritual durante a puberdade, para se tornar guerreiros.
Eu li na net que as meninas passam por um ritual onde seu clitoris é retirado. Se é verdade eu não sei, no tour o guia não disse nada a respeito.
Garotos Maasai pós cerimônia
 Os Maasai podem deixar suas vilas para estudarem ou trabalharem. Em Zanzibar haviam vários trabalhando nos hotéis como seguranças ou vendendo ervas medicinais nas ruas. Eu perguntei se é comum o casamento entre Maasai e não-Maasai, ou mesmo com alguém branco, mas o guia disse que dificilmente isso acontece, e ele mesmo não conhecia niguém nessa situação. Os homens podem ter quantas mulheres ele conseguirem comprar e sustentar.

Tem muita info no site da wikipédia a respeito dos Maasai. Não sei ao certo, se tudo o que está lá realmente retrata a realidade, mas vale a pena conferir: http://en.wikipedia.org/wiki/Maasai_people

Próxima parada: Parque Nacional do Tarangire

domingo, 16 de janeiro de 2011

Parque Ngorongoro, Tanzania

dentro da cratera do parque Ngorongoro
Tanto a caminho, quanto na volta do Serengeti a gente fez algumas paradas no parque Ngorongoro.

O parque faz parte da lista de patrimônios tombados pela UNESCO e até a década de 60, Ngorongoro e Serengeti eram uma coisa só. Depois disso, Ngorongoro passou a abrigar a população dos Maasai e hoje trata-se de uma área de conservação ambiental além de permitir e proteger (de certa forma) as tribos Maasai.

Zebras e gnus passam pelos pastos do Ngorongoro durante a migração, seguindo a chuva, em busca de comida.
Populações de outros animais habitam a cratera do parque. Mas a maior atração são os rinocerontes do nariz preto.
Na verdade eles não tem o nariz preto e são bem parecidos com os de nariz branco, mas a confusão ocorreu quando traduziram o nome da língua Maasai para o inglês. De qualquer forma, o parque conta com 7 desses animais. Todos possuem coleiras e são vigiados por cameras distribuidas pela cratera. Esses rinos estão quase extintos devido a caça ilegal.
A medicina tradicional chinesa tem usado o pó do corno do rinoceronte para fazer remédios milagrosos. Infelizmente, nenhum desses "medicamentos" tem alguma eficácia comprovada e só fez com que esse animal quase desaparecesse da face da terra. O comportamento agressivo desse tipo de rino também pode ser considerado como um fator para sugerir o não aumento da sua população. Eles vivem solitários, e machos e fêmeas não se dão muito bem. A fêmea pode botar um macho pra correr mesmo quando ela pronta para acasalar.
A gente conseguiu avistar o que parecia ser uma mãe e um filhote. De longe. Beeeeem de longe.
Rinoceronte do "nariz" (corno) preto
Eu gostaria de voltar nesse parque durante a época das chuvas. Onde tudo fica verde e irradiante. Ou seja, em novembro estava tudo muito seco e vazio, mas mesmo assim conseguimos uns cliques.

Uma dupla de dois :-) relaxando sobre o sol escaldante
eu tinha anotado o nome desse passarinho, mas perdi o papel ...
Gnu
Hiena
Bustard

Avestruz
Monogâmicos, velozes e desdentados,rs.

O avestruz quando se alimenta de folhas, sementes e insetos, acaba ingerindo pequenas pedras que vão ajudar a triturar os alimentos no seu papo.

As fêmeas usam um ninho comunitário, um buraco escavado no chão. Os ovos podem pesar 1.4 kg e são os maiores ovos de uma espécie viva (maiores células). Os ovos são chocados pelas fêmeas de dia e pelo macho à noite, aproveitando as cores diferentes dos dois sexos para melhor camuflagem.

Esses animais podem viver até 50 anos e são bem adaptáveis.

Hoje em dia até a Suécia tem criações de avestruzes.










Mamãe Pumba, com os seus Pumbinhas :-)
Eu não sei como é que se chama Pumba em português, porco selvagem ?! Enfim, em inglês é "Warthog".
Essa foi a família mais fofa que vi nos safaris. Reparem que o porquinho que está logo atrás do que está mamando é beeem menor.
A gente ficou estacionado um tempinho observando. Aí, esse menorzinho não conseguia acompanhar os demais e de repente deitou no chão e fechou os olhinhos. Eu achei que tivesse morrido, tadico. Então um dos irmãos foi até ele e deu um cutucada na sua cabeça, como quem quer dizer "e aí ?!", e ele abriu os olhos com a maior cara de quem já tava no fim de sua jornada. Ele mal conseguia alcançar as tetas da mãe Pumba. Cortou-me o coração.

Esses porcos selvagens possuem dois pares de dentes. O par inferior é o mais perigoso por se afiado. Eles vivem em pequenos grupos, sao herbívoros e adoram um banho de lama.

se alimentado da grama

Você vai por ali, que eu vou por aqui.
Esse foi o único parque onde não havia mesas para a gente sentar para comer. Não sei ao certo se é alguma regra do parque ou o que, mas assim que paramos o carro o guia mandou a gente fechar as janelas pois os passarinhos ficam de tocaia pra roubar a comida.



Eu e a famosa marmita com uma caixinha de suco, uma laranja seca, um pedaço de pão, um ovo cozido, um pedaço de frango frito, uma pedaço de melância esmagada e umas bolachinhas.

Esse passarinhos não roubaram nossa comida, mas quando paramos para um xixi-stop, um macaco entrou no carro e roubou uma pacote de bolachas e uma mini banana.

Macacos comendo nossas bolachas
Eles conseguiram nos roubar, pois enquanto o guia e os outros integrantes do nosso grupo estavam no banheiro, eu e o Anders estavamos tirando essa foto :

Bufanders