domingo, 13 de novembro de 2011

Inverno 2011

As sessões de esqui foram bem fracas esse ano, por um bom motivo :-)

Mas rolou uma viagem com uns amigos brasileiros e um grupo de franceses amigos dos mesmos.
A gente foi para Skeikampen.

Foi um final de semana muito gostoso.
Tempo perfeito, entenda-se em torno de -8C, sol e céu azul.
E comidas deliciosas.
As meninas franceses ficaram encarregadas dos jantares. E mon dieu, tava tudo muito bom.

No sábado aproveitamos para descer morro abaixo.

E no domingo foi dia de X-country. 

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Mundial de Dog sledding 2011: Sangue, suor e lágrimas :-)

Esse ano o mundial de dog sledding ocorreu aqui na Noruega. Parte em Oslo (corridas curtas e rápidas, tipo sprint) outras em Hamar que fica a mais ou menos 2,5h de Oslo (incluindo sprint e longa distância).


Anders e as ‘crianças’  participaram de algumas etapas para se classificarem para o mundial. 
Anders queria que eu entrasse, pois seria mais fácil conseguir uma vaga nas cotas, uma vez que tenho passaporte brasileiro. Mas sinceramente, eu não tenho saco, paciência, coragem e nem vontade de treinar com os cachorros. No frio, no escuro, depois do trabalho. Não obrigada. 

Na primeria elimitória eu fui, para ajudar. A ajuda é essencial quando você vai começar a corrida com seu time, pois os cachorros ficam alucinados, pulam, latem, mordem o colega do lado (Phoebe por exemplo, tem sempre que mordiscar o companheiro) ou mastigam as linhas, cordinhas que conectam os cachorros uns ao outros, e ao trenó. Niklas, o come quieto, não dá um pio, você até acha que ele nem vai se mover quando a largada for dada, mas se não ficar esperto ele mastiga as linhas num piscar de olhos. Fora isso, Burka pula feito um cabrito de um lado pro outro.Então tem que estar atento pra ela não se embolar toda.
Vestindo o harness na Burka
A Burquinha quase morreu verão passado. Teve uma anemia hemolítica com causa desconhecida. 
Ficou internada 5 dias no hospital veterinário. Tomou tranfusão de sangue e foi tratada com cortisona e quimioterápico por quase 5 meses. Perdeu muito pelo. Teve que usar jaqueta durante o inverno de -25C. 
 
Mas naquele dia, lá estava ela. Firme e forte e pronta e pulando feito um cabrito. 

Enquando o Anders aguardava o sinal da largada que é dado num intervalo de 2 minutos para cada time, eu tentava acalmar a turma. 
Um olho na Phoebe, outro no Niklas, outro na Burka. Mas 40 segundos antes da largada, Burka conseguiu sair de dentro do harness dela. O sinal foi dado e Burka lá, presa só pelo pescoço. E aí comecaram a ser contados os outros 2 minutos para o próximo time, que já estava estacionado atrás do Anders que berrava para eu por a bendita cadela dentro do harness. 
E eu conseguia ?? 
Joguei as luvas pro canto e a voz do narrador que descrevia a situação patética em alto em bom tom, não me ajudaram. 
Eu troquei de lugar com o Anders, ou seja, fiquei atrás no trenó pisando no freio, enquanto ele tentava ajeitar a Burka. O time seguinte partiu, e eles partiram segundos após.

Eles ainda tiveram que parar mais duas vezes para arrumar o harness da Burka e o circuito só tinha 8 km. Enfim, fizeram um tempo bom, considerando tudo o que aconteceu e isso só provou que os cachorros correram muito! Mesmo tendo treinado por curto tempo. O campeonato ocorreu em fevereiro, sendo que Niklas e Sven chegaram em casa em dezembro sem terem treinado nadica durante o outono e Burka tinha acabado de sair da sua medicação :-)

Mas voltando ao incidente…

3 dias antes dessa prova, houve outra briga no canil. Luke que já tava meio manco por causa da ultima briga, conseguiu arrancar vários nacos da cara do Sven.
A pior briga de todas.

Tivemos que correr com Sven pro vet, para custurar. E o pior seria ter que retirar Sven do time, pois se ele comecasse a tomar qualquer medicamento seria pego no dopping. Mas no fim deu tudo certo. Ele foi costurado e a gente iniciou o tratamento com as drogas depois da corrida. 

 Anders e a gang se classificaram para o Mundial :-)

Ficaram em 7 lugar de 13 participantes, na categoria sprint 8km. Sendo que o Anders foi o melhor norueguês dentre os 13 :-)

"Heia Anders, heia!!"

 E quanto ao querido Luke, um final feliz também.
Foi adotado por um senhor que já havia adotado o meio irmão do Luke, Spock. 
De qualquer forma, era o que tinha que ser feito. Sabíamos que ele estaria em boas mãos. A dona do Luke que também era dona do Spock que ajeitou as coisas.
Após alguns dias recebemos essa foto no  email, dizendo que Luke já estava bem adaptado.
Spock, ao fundo e Luke.

Spock e Luke ainda na ativa :-)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Natal 2010

O natal de 2010 nós passamos em casa, novamente.
Mas dessa vez tinha decoração de natal com direito a árvore cortada do jardim e tudo mais :-)


Foi um natal bem frio, com dias congelantes. Mas foi gostoso. Dentro de casa as lareiras aqueciam a todos, especialmente Nexus. 


Anders serrou um pinheiro que ficava perto da garagem e enquanto arrastava a árvore pra dentro de casa, Luke deu uma batizada nela, se é que vocês me entendem, hehehehe. 



Luke : "Quem ? Eu ?!"

esperando pela neve derreter

Bom, desafio seguinte foi decorar tudo e manter o gato a uma certa distância.


E, ta dahhhhhh ...


Lógico que o Nexus não resistiu em tentar rasgar todos os embrulhos, em brincar com as fitas, com as bolas da árvore, com as luzinhas, até mesmo escalar a bendita árvore. 

A ceia foi simples e gostosa. 

A rodada de presentes foi divertida e farta. 

Aqui tem uma tradição que o Julenisse, uma espécie de gnomo traz os presentes pessoalmente. Ele não desce pela chaminé e nem é conduzido por Rudolph. 
De repente ele vem esquiando, sei lá eu. 

Há vários tipos de nisse. Como por exemplo, o Fjøsnisse que vive nos estábulos e geralmente gosta de assustar as pessoas e bagunçar com os animais, tipo o nosso Saci-pererê. Durante o natal é comum as pessoas que moram em fazendas, colocarem uma tigela com mingau (grøtt) no estábulo para o Fjøsnisse. E no dia seguinte a tigela SEMPRE aparece vazia ...... Se não fizerem isso, o nisse fica nervosa. Ui.

Mas enfim, na família do Anders a tradição é que o Julenisse traz um porquinho de chocolate de marzipan pra todo mundo que foi bonzinho o ano todo. Esses pacotinhos são facilmente idendificáveis e todo mundo ganha um de todo mundo. Façam as contas da vara de porcos amontoada embaixo da árvore. 

E pra finalizar nosso feriado de natal, levamos meus sogros para passearem de trenó. Apesar do frio, foi divertido. 

Joey
Sven
harness mastigado por Niklas
Burka

Niklas
 

domingo, 2 de outubro de 2011

Continuacao Outono 2010 ....

 A gente foi para a Tanzania e quando voltamos já era praticamente inverno.
Mas aí a família cresceu. 
A mulher que tem o canil de onde compramos a Phoebe, na Suécia, estava diminuindo suas atividades como dogmusher e colocou a venda alguns dos seus melhores cães. E lá fomos nós, de novo. Bate e volta de dois dias até o sul da Suécia para buscar dois cachorros. Niklas e Sven.
Esses nomes são mega típicos suecos. É a mesma coisa que ter dois cachorros de Portugal chamados Manoel e Joaquim. 
Niklas
Sven
 
Niklas é do tipo "come quieto". Não faz barulho, é calmo, mas quando você menos espera ele apronta. Um dia quase comeu o Nexus. Outro, após 5 minutos de trajeto dentro da caixa de transporte (a gente ia sair com o time todo pela primeira vez com o trenó no lago do lado de casa) ele estraçalhou um harness. Esse foi só o primeiro de 3 outros.

Sven é barulhento e come feito uma draga. Mas é super dócil e trabalha duro pelo time. 

Ambos tem uma coisa em comum. Além da pelagem branca com a neve, eles tem que fazer cocô no topo das coisas, NUNCA no chão. De preferência em cima das pedras ou perpendicularmente nos troncos das árvores.

Niklas é escalador e descendente do Houdini. Escapoliu algumas vezes do canil. Pego em flagrante no quintal ou sendo resgatado de carro no dia seguinte pelas redondezas.
Sven come pedras e morre de medo de esguicho de água.
Mas infelizmente nem tudo foram flores com a chegada desses dois.
Num floco de huskies há um chefe. Até então era Luke, o macho mais velho.
Mas Sven também queria ser chefe. E aí, começaram as brigas. Feias, com sangue, choro, gritos e corridas até o veterinário. Fora o estresse, tinha a grana gasta nas consultas e com medicamentos.
A gente tentou um esquema de não ter todos soltos ao mesmo tempo no canil.
Assim que Luke saia para dar uma volta, ele corria até o canil dos ‘ White dudes’  para fazer cocô bem na porta e mijar ao redor do canil. Depois, quando a gente o prendia no seu canil para soltar os outros, Luke sentava no telhado da sua casa de costas, ignorando o restante. Muito engraçado. 

Até que um dia, mais especificamente, 3 dias antes do mundial de trenó para o qual o Anders se classificou, o pior aconteceu. ....Continua .....