Karibu (bem vindo)!
Gentem, só pra avisar, esses posts vão ficar compridos, pois eu vou colocar as fotos em tamanho grande e escrever um pouco sobre o que aprendi a respeito de cada animal.
No dia seguinte, domingo, a gente saiu cedo com destino ao Parque Nacional do Serengeti. Naquela noite de sábado, o celular do Anders sofreu a mudança de horário que ocorreu aqui na Noruega. Ou seja, a gente saiu do quarto com uma hora de atraso e quando chegamos na recepção do hotel tava todo mundo esperando a gente. No fim, consegui uma salsicha e um pão seco pra comer no carro como café-da-manhã.
"O Parque Nacional de Serengueti é um parque nacional de grandes dimensões (cerca de 13.000km²), no norte da Tanzânia. Ele é famoso pelas migrações anuais de gnus, zebras e gazelas que acontecem de maio a junho. No Parque vivem mais de 35 espécies de grandes mamíferos como leões, hipopótamos, elefantes, leopardos, rinocerontes, girafas, antílopes e búfalos. O parque também possui hienas, chitas, macacos, além de mais de 500 espécies de pássaros. Serengueti, na linguagem da tribo dos masaai significa "imensas planícies" (fonte Wikipédia).
Com exceção das 500 espécies de pássaros eu diria que a gente viu TODOS os outros animais acima listados :-)
A caminho do Serengeti a gente visitou a tribo dos Masaai que vivem dentro do parque Ngorogoro e um pequeno museu que diz ter "provas" das pegadas do primeiros humanos da terra, mas isso eu vou falar num post a parte.
O parque é composto por planícies imensas e por causa da seca a vegetação estava bem baixa. Árvores existem, mas são poucas.
| sombra do nosso carro |
De repente nosso guia começou a seguir em direção das árvores, uma aqui, outra láaaaa longe.
Aí a gente perguntou o porquê e ele disse que os "gatos" gostam de se deitar a sombra e talvez tivéssemos chance de avistar qualquer coisa. E voi lá, nosso primeiro animal: "Cheetah" ou guepardo.
Físicamente ele é parecido com o leopardo. As almofadas das patas têm ranhuras para tracionar melhor em alta velocidade, e sua longa cauda serve para lhe dar estabilidade nas curvas. Eles podem ser identificados pelo padrão exclusivo de anéis existentes em suas caudas. Da cabeça pequena, "escorrem" dos olhos duas linhas negras ou "tears line" que servem para absorver o calor e não atrapalhar na visão do animal que consegue focar em sua caça a 5 km de distância.
É um animal predador com uma estratégia simples: caçar as suas presas através de perseguições ao invés de emboscada ou em grupo. Consegue atingir velocidades de 115 a 120 km/h, por curtos períodos de cada vez, sendo o mais rápido de todos os animais terrestres.
Os guepardos machos vivem sozinhos ou em duplas. As femêas tem a tarefa de criarem os filhotes (geralmente de vários pais) sozinhas. São animais independentes, ou seja, não vivem em grupos grandes.
| Guepardo |
O que estava em cima da árvore resolver fazer um totô lá de riba. Já o que estava embaixo, resolveu marcar o território dando uma urinada na arvóre.
A seguir, zebras.
Elas vivem distribuídas por famílias: macho, fêmeas e filhotes. Se alimentam de pasto e seus principais predadores são os leões e as hienas.
Para mim, esses animais são muito elegantes devido a presença dessas listras tão características :-)
As listras pretas e brancas são dispostas na vertical, exceto nas patas, onde se encontram na horizontal. Sua distribuição no corpo de cada animal é única, comparada com a digital humana. Essas listras escurecem com a idade. Além do mais, as listras brancas permitem manter o animal não tão aquecido, dissipando cerca de 70% do calor. Outra função interessante dessas listras é a camuflagem.
As zebras só andam em grupos, e para um leão fica complicado saber onde começa uma e termina a outra, ou seja, a noção de tamanho da sua presa é alterada. Sendo assim, é bem comum avistar grupo de guinus juntos com as zebras. Os guinus são muito espertos para achar água ou seguir a rota da chuva, equanto que a zebra serve de proteção contra os predadores.
| Grupo de zebras e guinus |
| Se você reparar bem, tem uma zebra com 4 patas e meia :-P |
Depois disso seguimos no carro por muito tempo sem avistar nada, quando de longe Frank falou que achava que tinha visto um pássado no meio do mato. Oska fez um pequeno retorno, e o que a príncipio parecia uma pássaro na savana, nada mais era do que as orelhas de uma leoa com seu grupo.
| Esse grupo de leoas e filhotes tinham acabado de preparar o jantar do dia, búfalo. Tinha uns 15 animais no grupo. |
| Essa é a líder do grupo e possui uma coleira para ser monitorada pelo grupo de pesquisa. |
Uma das coisas que mais me impressionou nessa cena foi o fato desses leões não estarem nem aí pra gente. Eles tinham comido tanto, mais tanto que o cérebro estava em estado letárgico.
Os leões andam em grupos. Geralmente fêmeas e filhotes. Os macho só aparecem para acasalar ou são solitários no grupo. As fêmeas caçam, pois o macho é muito grande e mais lerdo. As fêmeas tem a árdua tarefa de apresentar seu filhotes ao machos, que por sua vez, se estiverem num dia de mal humor ou "desconfiarem" que não seus filhos legítimos, podem abocanhá-los de uma só vez. Se isso acontecer a fêmea entra no cio. Essa é uma das formas do macho forçar a disseminação de seus genes.
Já a caminho do nosso acampamento, Oska recebeu uma info no rádio. Um possível leopardo em cima de uma árvore. E lá fomos nós. A princípio, a gente só via uma árvore grande e mais nada. Mas não sei quem lá em outro carro, jurou que havia avistado uma orelha ou um pedaço do rabo. No fim, Oska dirigiu o carro até abaixo da árvore e lá estava o gatinho. Valeu pela foto, mas quebramos uma das regras do parque que é sair fora da estrada e dirigir off-road.
Enfim, o dia já chegava ao seu fim e para despedida, um búfalo nos aguardava na entrada do acampamento onde formos muito bem recebidos :-)
| Búfalo africano |
Esse aí estava na companhia de mais um macho, esses grupos são denominados de "bachelor groups" ou grupo dos solteiros. As fêmeas e seus filhotes vivem em grupo maiores na companhia de um macho dominante que ganhou seu estatus após lutar com outros para ter o privilégio de cruzar com a fêmea. Os filhotes tem uma grande ligação com suas mães, até quando elas tem o próximo filhote. Sob ataque de predadores, os filhotes são mantido no meio do grupo, para sua proteção.
| Anders, na cozinha/recepção do acampamento selvagem dentro do Serengeti |
2 comentários:
Priii!!!
sempre bom ler suas histórias e poder "viajar" junto com vc! bjos
Fê Shima
que safari!
que viagem!
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