domingo, 26 de setembro de 2010

A caminho da Islândia ...

Esse era o último dos países escandinavos para eu conhecer!

Anders foi para uma conferencia nos Estados Unidos e eu fui me encontrar com ele no meio do caminho.

No dia da viagem foi aquela loucura com toda a logística para levar as “crianças” para seus respectivos hotéis.

Na manhã da quarta-feira, lá fui eu carregar o carro. Fiz ao todo 5 viagens de ida e volta até a garagem. Levei metade dos cachorros, depois a outra metade. Depois uma pequena luta com o Nexus para fazê-lo entrar em sua caixa de transporte. “Abre parenteses” : da última vez que fomos ao vet com ele e a Burka, eu e Anders lutamos pra enfiá-lo na maldita caixa, depois, já no veterinário, ele tomou sua vacina e la fomos nós de novo socá-lo na caixinha, e eis que a vet vira e diz, ah, abre a portinha que ele entra ... e a gente, aham .. tá bom. Abrimos a portinha e, voi lá, o gatucho foi por conta própria, todo lindo e cheio de si. “Fecha parenteses”. Levei o gato e sua tralha toda para o carro. Uma quarta viagem para carregar minha mala e uma quinta para levar os sacos de lixo e de cocô de cachorro (a lixeira de casa fica longe e a gente tem que levar de carro).

Bem, a essas alturas eu já estava toda babada e cheia de pelos.

Os cachorros ficaram num canil na região onde a gente mora. Muito legal o lugar. Com canil do lado de fora, do estilo que temos em casa e com canil de cimento, na parte interna. Quando eu abri a traseira do carro, pequeno Joey tava todo molhado e até a Phoebe, que estava na mesma gaiola, estava encharcada. Pensei que um dos dois havia feito xixi, mas não. O pobre do Joey ficou enjoado, e tava salivando. Por sorte ele não vomitou em todo mundo. Bom, enquanto eu tentava descobrir da onde vinha a molhadeira toda, Luke quase pula pra fora do carro. Ele consegui sair da gaiola e tava solto no bagageiro. Enfim, conseguir descarregar todo mundo e dar algumas infos pro cara do canil, com relação a medicação da Burkinha, que o Luke gosta de cavocar, que a Burka briga por comida, etc, etc .

Bem, depois foi até do outro lado do mundo levar Nexus para a mãe do Anders. Essa foi a primeira vez que ela cuidou dele. Deram-se super bem. Assim que ajeitamos as coisinhas dele na casa dela, ele já foi logo usando a caixa de areia e comeu um pouco de comida. E isso é um bom sinal, de que ele estava a vontade. Enfiei um pedaço de pão goela abaixo e fui para aeroporto.

Mas antes tive que passar na academia onde eu treino.

No dia anterior eu nadei, e ao invés de colocar minha aliança dentro da mochila, como eu sempre faço, eu coloquei no armário ao lado da mochila. Na hora de ir embora, eu me vesti e fui . Quando cheguei em casa me dei conta de que a aliança não tava no dedo e nem na mochila. Pronto, era o que me faltava.

Perguntei na recepção se alguém tinha encontrado alguma coisa. Dentro da caixa de achados e perdidos tinha de tudo, chave, cartões de banco, de crédito, outras mil coisas, mas não minha aliança. Desci até os vestiários por desencargo de consciência.

Olhei no armário, que eu tinha usado no dia anterior, e nada, óbvio. Quando eu agaixei, avistei a danada. Ela caiu no chão e rolou pra atrás do armário e tava “entalada” num tufo de poeira. Graças a deus as tias da limpeza daqui só limpam onde o padre passa :-)

“Casada” novamente, lá fui eu seguir meu caminho até o aereoporto.

O voô foi mega tranquilo. Primeira vez que voei de Icelandair. Adorei. Pessoal e serviço muito bons. Tinha até filminho e outras coisas na telinha. Geralmente nesse voos curtos de até 3 horas dentro da europa, nao rola nada a bordo. Vi aquele filme novo com a Tina Fey. Night Date. Bobinho, mas me rendeu umas boas risadas. E alguns episódios da família Griffin. O bebê e o cachorro são muito do mau e sarcásticos .Eu nunca tinha visto um episódio todo e chorei de rir.

Fora isso, em cada encosto de cabeça, nos assentos, tinha uma frase escrita em islândes, e a explicação da mesma e sua pronuncia. Além de algumas curiosidades a respeito do país, na telinha.
Depois que desmbarquei em Keflavik, já na Islandia. Eu quase pisei pra fora do aeroporto sem minha bagagem. Tipo assim, eu esqueci totalmente que tinha feito check-in. Em viagens curtas eu, geralmente, só levo uma mochila como bagagem de bordo. Lá fui eu voltar e pegar minhas carçolas.

Como diz minha mãe, eu só não esqueço a cabeça porque tá grudada.

Enquanto termino de pré escrever o próximo post sobre a viagem, fica aqui as bandeiras dos países que compões a Escandinávia ou países nórdicos: Noruega, Suécia, Dinamarca, Finlândia e Islândia.
Será que vocês conseguem descobrir quem pertence a quem ?

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Foi bom enquanto durou ....

Pois é, foi bom enquanto durou!
Mas o verão já elvis.
Não posso reclamar. Dias de muito sol e "pouco calor".
Pelo menos nos dois últimos anos, por uns 10 dias o termômetro bateu na casa dos 30 e, logicamente, eu não estava aqui pra curtir. Mas esse ano, mesmo que a temperatura não tenha sido tão gerenorosa, eu posso pelo menos agradecer a São Pedro, por dias ensolarados e menos chuva do que os anos passados.
A gente não foi a lugar algum e dedicamos muito tempo trabalhando no jardim. A boa coisa é que pro ano que vem eu vou poupar mais meu tempo sabendo o que vai nascer aonde.

Aqui no quintal, além de flores, tem alguns arbustos com frutinhas e um pé de cereja.
Dentre as frutinhas,  a gente tem framboesa, "blackcurrant" (a fruta usada pra fazer o licor de cassis), "blueberry" americana e selvagem e moranguinhos selvagens.
O pé de cereja estava carregado. Eu me antecipei e colhi algumas pra comer. E essa foi minha sorte. JURO que nos dois dias que seguiram os passarinhos comeram TUDO, as que já estavam maduras, as verdes e as caídas no chão. Depois fui descobrir que a gente tem que jogar uma tela por cima do pé, pra que os pássaros não comam, enfim, ano que vem ....


Ah também temos ruibarbo. Eu, no Brasil, nunca tinha provado. Não tem gosto de muita coisa pra falar a verdade, mas é bem comum aqui na europa. Dá pra fazer torta, sorvete, smoothies, etc. A gente utiliza o talo da planta que tem um cor avermelhada.
Moranguinhos selvagens


Ruibarbo

Comparação entre a blueberry e framboesa domesticadas e selvagens


Cerejas, blueberries e framboesas

Assim que as outras berries amadureceram eu fui testar algumas receitas da net. Smoothie é o que dá pra fazer com todas. Fora isso testamos umas tortas, creme brule e geléias.

Mousse de morango                                          Torta de blueberry


Creme brule de blackcurrant
Crumble de ruibarbo
Eu achava que pra fazer geléia dava um trabalho danado, me lembrava da minha avó remexendo o tacho com o doce de abóbora, ou laranja, e aquela coisa ficava cozinhando por horas e horas ... mas no mundo de hoje tudo é rápido e prático. Você colhe as frutinhas, lava e joga na panela, cozinha por uns 2 minutos e dá uma amassetada com a colher, adiciona um pózinho que é vai atuar como um gelificante, pra dar consitência e corpo à geléia, depois é só adicionar o açúcar e pronto. Eu fiz várias porções e acabei levando pro trabalho, dando pra vizinha e congelando o resto.

Geléias de framboesa, blackcurrant e blueberry

Além das frutinhas, há também alguns temperos espalhados. Cebolinha, majericão e timia-limão.

No mais acabei comprando salsinha, tomilho e hortelã. Usei muito essa timia-limão, o risoto com ela fica divino. Também dá pra marinar peixe e camarão, nham, nham !

Também me arrisquei numa mini micro horta!

Plantei salada, couve (que cresceu muito pouco) e cenoura (mutantes). Eu fiquei com medo de que as sementes não fossem germinar e coloquei muito, aí acabou nascendo uma coisa em cima da outra.






início

meio (acima da mini horta, timian-limao)

et voi lá !
As "crianças" aproveitaram o verão também, tomando sol e relaxando. Compramos uma piscina de plástico pra elas e nem preciso dizer que a Phoebe amou! Deu vários mergulhos, enquanto Burka "mordia" a água de dentro, hehehe. Mas acabamos jogando a piscininha fora. Trequinho totalmente descartável. De tanto a Phoebe pular dentro e fora, acabou fazendo vários buracos no fundo.

O próximo verão promete :-D