terça-feira, 25 de maio de 2010

Grenoble, França

Salve, salve !

Um pouco antes de ir ao Brasil, eu fui a Grenoble. Foi um bate volta na loucura, mas que valeu a pena.
Minha querida amiga Sil se mudou para França, e a última vez que nos vimos foi no final de 2008, quando ela ainda estava grávida do Igor. No fim, quando eu estava com passagens marcadas para o Brasil, ela me avisa que saiu o visto deles para França e que se mudariam as pressas.

Eu não me contive e fui. Afinal, o pequeno grando Igor iria completar 1 ano !!!
Tanto que até disse a Sil, quando a encontrei: “é, estavámos juntas quando você descobriu a gravidez, agora, quando ele fez um ano e se tudo der certo, estarei lá no dia da formatura dele (aí, ela abriu um sorrisão) e no dia do casamento dele !”. Ela me vira e solta um: “aíiiiii, pára!” hehehe Eu retruquei e disse que sim, estaria lá pra enxugar as lágrimas dela e logicamente pra meter o pau na futura nora. É pra isso que as amigas servem, não ?!

Fiquei sabendo, assim que eles chegaram em Grenoble, que o muleque tava passando frio. O pobre acho que nunca tinha vestido uma calça comprida antes, tadico. Aí, ja usei a desculpa para o presente de aniversário dele. Comprei uma segunda pele, um conjunto de fleece, uma jaquetinha de goretex, um gorrinho e luvas. Era só soltá-lo nos esquis e pronto. Só faltou o capacete :-)


Reza a lenda que existem voos diretos entre Oslo e Grenoble, pelo menos no inverno, quando muita gente vai esquiar por aquelas bandas. Mas no fim de março o movimento já nao é aquelas coisas, entao fui via Amsterdam mesmo.De Lyon eu peguei um ônibus expresso para Grenoble (40 minutos). Fui recebida carinhosamente pela dupla do barulho. O pequeno não me fez cara feia e não chorou !!! Todas as crianças choram no meu colo, sabe .... ele foi uma exceção a regra.
Fomos pra “casa” deles e tratamos de por as fofocas em dia.
Para janta, baguete, queijos e vinho. Perfeito.


No dia seguinte a gente não fez muita coisa. Eles foram visitar uns aps e casas para se mudarem do hotel onde estavam. Portanto, passamos a tarde visitando alguns imóveis.
A noite saimos pra jantar fora com uma outra família brasileira, para comemorar o niver do Igor, que se comportou super, dormindo no carrinho enquanto a gente jantava fora :-)

No meu último dia nos fizemos uma caminhada na Bastilha. É um morro bem grande com um teleférico. Se pode subir e descer a pé, ou com o teleférico. A vista lá de cima é muito bonita.

Lá em cima visitamos um museu de qualquer coisa das tropas francesas de montanha. Simplesinho, bacana e de graça.

Grenoble é muito simpática. Fica num vale, rodeada pelos alpes nevados. Há algumas opções de passeio ainda na França, ou Itália. Mas aí, tem que ter carro. O serviço de trem, pelo menos aos finais de semana não é muito frequente. E obviamente, os locais a serem visitados nunca estão perto das estações, ou seja, teria que pegar um taxi ou esperar por um ônibus local.

No mais andamos muito, por quase tudo. Aproveitei para comprar um presente de aniversário para o Anders. Pois é, quase abril e esse homem não tinha ganho um presente ainda.
Na FNAC eu achei um negócio bem bacana no setor de jogos para adultos. Dois, aliás. Um livrinho com um kit de laboratório para receitas malucas, mas do tipo gourmet (sim, eu sei que é complicado, mas é verdade) e um joguinho com livros de perguntas para animar um jantar. Esse último, veio numa lata que, posteriormente, virou motivo para eu ter que abrir minha bagagem no aeroporto. A nega fuçou, fuçou e aí pegou a lata na mão. Eu já ia dizendo que se fosse por isso que poderia jogar a lata fora, eu só precisaria dos livrinhos. Aí, a mulher abre tudo, começa a folhear os livros (?!) , cutuca a colega e comenta, que o joguinho era muito interessante e legal e ainda pede pra outra anotar o nome num papel.

Ah, detalhe, quase perdi meu voo de volta. Eu tinha planejado chegar em Lyon duas horas ates do embarque, ja que o bus de Grenoble saia de hora em hora. Então sigo minha filosofia, prefiro ficar 3 horas plantada no aeroporto do que perder o voo.
Mas eu juro que chegamos a estação de onibus faltando 2 minutos e o maledeto já tinha saído. Ou seja, se eu pegasse o próximo bus, chegaria beeeem em cima da hora. Checamos a possibilidade de trem, os horários eram piores, e o taxi custava meus rins. Plano B, ligar para o Anders e verificar se ele poderia fazer meu check in online. Isso me daria a esperança de ter a aeronave em solo esperando por “moi”, uma vez que eu já estava “checkada”. Aham ...
No fim, corri mais que minhas pernas quando desci do bus no aerporto, e no final tudo deu certo.
Ficamos combinado de que talvés eu volte pra lá no verão com o Anders. Ou eles vem pra cá, vamos ver :-)

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Gravidez


Calma, calma, não é o que vocês estão pensando...
Esse barrigão aí em cima não é meu, não :-)
Quem tá lá dentro é meu sobrinho de coração, o Lipe.
Os pais dele são um casal de amigos meus aqui em Oslo, e eu me ofereci para fazer umas fotos deles.

Honestamente, eu não tava pondo muita fé em mim não, mas até que as fotos ficaram beeeem bacanas. No improviso, lógico, pois eu na verdade deveria ter vergonha na cara e fazer um curso de fotografia. Eu só não vou postar as fotos deles no meu multiply, por causa da privacidade deles.
O marido dessa minha amiga, viaja muito por conta do trabalho. Aí, ela me liga, semana passada, querendo saber se eu não iria com ela nesses cursos de grávida. Ela não queria ir sozinha, então melhor levar o par lésbico, né ?!

E lá fomos nós.
Fomos as últimas a chegar na sala, onde só tinha casal de homem e mulher.
Nem preciso dizer que TODOS fizeram aquela cara.
Alguns do tipo, "nossa que qué isso meu deuso" , outros meio que "isso aí, eu acho que tem que ser assim mesmo" e eu diria quase que com 100% de certeza que muitos dos meninos tiveram uma pontinha de pensamento sórdido.

Sentamos e ficamos quietinhas. Na verdade eu acho que a parteira que deu o curso se ligou de que eu não era a marida da minha amiga, pois ela tinha o nome dos participantes.

Eu adorei o curso e já tô pronta tanto para:

- sentir contrações cerca de 15 dias antes do nascimento, no meio da noite e voltar a dormir tranquilamente, pois nada vai acontecer mesmo, poupe energia;

- ou, manter a calma e acordar o marido para levar para o hospital e na sequência aguentar mais umas 12 horas de trabalho de parto, com o marido na tua orelha tentando te acalmar, ou ajudar, ou atrapalhar;

- pronta pra seguir os comandos da parteira na hora "H", de puxa, empurra, respira mais devagar, puxa, empurra e voi lá .... parir um ser de dentro das minhas entranhas ;

- ter o primeiro contato com o ser mini eu;

- depois parir a placenta (essa disseram que é fácil);
- depois sangrar horrores por não sei quantos dias;

- e muito provavelmente ficar sem dormir pelo próximo ano.

OU se eu tivesse tido a sorte de nascer homem (espero que na próxima encarnação, rs), teria que me preocupar em:

- dirigir a muié pro hospital;

- fazer massagem, enfiar algo na boca dela pra comer, de hora em hora (a mulher precisa de energia durante o parto, chocolate, refri e coisas ricas em calorias são bem vindas);

- tirar uns cochilos, afinal ninguém é de ferro pra ficar sem pregar os olhos por mais de 12 horas de trabalho de parto;

- acordar pra cortar o cordão umbilical;

- e não se esquecer de não soltar um: "ah, isso tudo aí não foi aquele bicho de sete cabeças, vá ?", depois que o rebento tiver saído.

Fora isso, nos mostraram as facilidades do lugar. Essa é uma ala do hospital para parto humanizado, ou seja, sem anestesia. Eles só usam acumpultura.

O parto é feito numa banheira e o quarto, mais parece um mini ap, nem parece um hospital. O pai tem o direito de dormir lá por duas noites (na outra ala do hospital, não pode, pois os quartos são coletivos). O hospital ainda cobre o taxi de ida e volta, ou até mesmo uma multa, caso você tenha que estacionar num local proibido só para descarregar sua mulher.
O pai pode participar de tudo, inclusive se sentar na banheira junto com a mulher.
Logicamente, se qualquer coisa sair fora do controle, eles te atravessam para o outro lado do setor, onde você tem toda a equipe médica com o que mais precisar.
Eu tinha ouvido dizer que só poderiam parir nessas salas humanizadas, quem fosse ter o segundo filho. Mas todo mundo no curso estava a espera do primeiro.

Só me resta seguir aqui com pensamentos positivos e esperar que o Lipe chegue logo, da forma mais tranquila possível :-)

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Pantanal - MS


Saravá !!!
Bom, na parte 2 da nossa trip ao Brasil, nós fomos ao Pantanal.
Compramos um pacote no próprio albergue que consistia de transporte Bonito - Pantanal e depois Pantanal - Campo Grande (50 reais a parte), 3 dias numa fazenda com pensão completa e passeios.A gente foi na Fazenda Pousada Santa Clara.

Ela oferece esse pacote de 2 ou 3 noites, por um preço bem bacana (cerca de 420 pelas 2 noites e parece que 30 reais a mais pela 3.a noite). Há outras fazendas também nas agências de turismo de Bonito, mas são mais passeios de um dia só e elas são localizadas bem na entrada do pantanal do sul. Aí vai do tempo e do pique da pessoa que tá afim de fazer o passeio.

Às 4:30 da matina o vigia do albergue acordou a gente. Tipos, meia hora ANTES do horário previsto mas tudo bem. Melhor meia hora antes do que depois. Aí, ficou combinado de um taxi levar a gente e mais uns uruguaios para a rodoviária por 15 reaus. Lógico que no carro do cara não cabia todo mundo com todas a mochilas, então no final, tivemos que pagar 30. Ninguém ia brigar por dé real, mas eu acho sacanagem o jeito que eles combinam certas coisas com a gente. Anyway.

O busão chegou 40 minutos atrasado, quase as 7 da matina. A gente entrou e o povo já tinha sentado em qualquer lugar. Eu simplesmente ODEIO isso, porque eu não ligo de trocar de poltrona com ninguém, mas é 100% certeza que o "dono" da poltrona onde eu enconsto a minha bunda vai reclamar. No fim, só tinha a gente e os uruguaios de turista, você faz aquela cara de tonto e que não tá entendendo e beleza. O ônibus saiu lotado da rodoviária e já na primeira esquina parou pra pegar mais gente .... aí, parou em mais 4 lugares para pegar mais gente, que viajou em pé por umas 2 horas.
Meu plano era dormir no bus, já que tínhamos acordado tão cedo, mas quem disse que eu conseguia respirar por conta da taquicardia ?!
O primeiro trecho da "estrada" era um barreiro só, cortando uma fazenda. O motorista engatou uma segunda e foi cortando a lama toda a uns 50 km/h. O busão ia de lado, jogando a bunda de um lado pro outro. E toda a gente que tentava ficar em pé, sendo jogada de um lado por outro. Quando chegamos no alfalto, eu pensei, ufa, agora estamos são e salvos .... aham ...Aí que o espírito do Senna baixou no "piloto". Era minha vida por um captopril !
Após 6 horas chegamos no nosso destino.
Uma carreta do tipo pau-de-arara veio nos buscar, e lá fomos mais 1 hora balangando de um lado por outro.
Na fazenda, fomos recepcionados com almoço e nosso guia veio falar da programação.

O nosso guia era do tipo, "eu sou fodão", "eu nem estudei direito e falo ingles, espanhol e hebraico". Então tá né. Realmente, ele sabia o nome de vários bichos nessas línguas. E só. Não dava pra conversar com ele, e o tom da voz dele me irritava, fora que parecia que ele tava falando com um bando de criança, quando se dirigia a gente. Com eu era a única brasileira no grupo ele era obrigado a falar nos outro idiomas, mas o povo não entendia nem 1/3.
Outra coisa irritante da parte dele (digo dele, pois não vi os outros guias fazerem o mesmo) era que ficava regulando cada segundo nosso. Se um passeio fosse sair às 15h, quando era 14:59h ele levantava e saía andando, largando quem não estivesse lá pra trás.
Bom, tirando a chatisse desse homem, o passeio foi legal :-)

O pantanal tava alagado ainda, mas deu pra gente ver bastante coisa. Só a parte da flora que não. Aí eles disseram que o melhor é ir em setembro, pois tem mais flores e mais bichos. Fica a dica :-)

Na primeira tarde fomos andar pela fazenda. Deu pra ver uns macacos e uns pássaros. Eu fiquei enchendo o guia de perguntas sobre a fazenda, gado, etc. Lá funciona mais ou menos assim, os fazendeiros compram o gado antes da época das chuvas. Quando a água abaixa e pasto aparece, eles engordam o gado e depois revende. Ou seja o processo todo dura mais ou menos um ano, e eles pegam até 70% do preço inicial do gado. O único trabalho é movê-los se alagar muito mais do esperado e talvés comprar complemento alimentar. Do resto, eles (os boizinhos) se viram.
O dono da fazenda onde ficamos disse que vai tentar ficar só com o ecoturismo e se desfazer do gado. Só no início do ano ele perdeu mais de 16 cabeças para as onças que estão por todo lugar.
O mais perto que chegamos de uma, foi quando avistamos umas pegadas na lama. Brinquei e disse pro Anders que eu tinha certeza que era um peão da fazenda que ficava com um "carimbo" em forma de pata e saia marcando a lama na rua.

No dia seguinte fomos fazer um safari. Quase 3 horas no pau-de-arara. Vimos também mais pássaros, macacos, capivara, lagarto, veado, coruja e jacaré. As fotos não ficaram boas, infelizmente, pois o zoom da nossa máquina é bem tosco.


À tarde fomos andar a cavalo. Num sol de 50C. E a noite fomos fazer focagem noturna, que foi bem ruinzinho, não deu pra ver muita coisa não.

Na manhã seguinte saimos para um passeio de barco, e lá foram, mais passarinhos, macacos, capivara, jacaré, tucano, arara, etc.

A fazenda tinha além do Amor, esse "cuti-cuti" de mini veado da foto, uma família de porquinhos catetos.
Esses porquinhos eram beeeem safados. O povo deitava nas redes pra tomar uma breja, e largava a latinha no chão. Os porquinhos vinham que nem um raio, derrubavam as latinhas e bebiam as brejas hehehehe. Aí, levantavam os gringos xingando e iam comprar mais uma.

Fora isso, tinha essa arara da foto também, super mansa e uns pássaros chamados Cara-cará que sempre vinham pela manhã comer os besouros que apareciam durante a noite.


Mosquitos, tinham mas não foi o fim do mundo. Em certas partes daqui da Noruega, os mosquitos podem ser bem mais infernais do que os do pantanal.

domingo, 2 de maio de 2010

Bonito, MS - Brasil


A idéia inicial era, na verdade, visitar a região sul do país. Passar por Foz e Floripa. No fim, a gente não teria tempo de ficar no carro dirigindo intermináveis horas e as passagens de avião não eram lá muito convidativas. Então optei pelo pantanal. Nunca tinha ido para aquelas bandas e cansei de ouvir dizer que Bonito é bonito mesmo :-)


Consegui uma passagem na promoção com a Azul e lá fomos nós para Campo Grande.
No posto de informações turísticas do aeroporto, um mocinho muito do prestativo aconselhou a gente a tomar uma van para Bonito. Montamos num taxi kamikase até uma das cooperativa de vans. Gente, eu achei que fosse morrer, que o taxista fosse atropelar uns 20 negos, que ele fosse tombar o carro, sei lá eu o que. Pior que ele só o motô do busum que levou a gente pro Pantanal ....

Bom, a viagem de van custou 50 reaus e levou cerca de 3,5 horas. Parando na porta do nosso albergue (HI de Bonito). O hostel é bem estruturado e possui uma agência de passeios lá dentro mesmo. Os preços em Bonito são todos tabelados, então você não precisa perder tempo pesquisando de porta em porta. A única coisa ruim é que o transporte não é incluído. Ou seja, se para um passeio só tiver 4 pessoas ao invés de 8, você acaba pagando o dobro do transporte. Eu, sinceramente, não entendo esse esquema.

No dia seguinte fomos fazer uma flutuação no Rio da Prata. A gente fez uma mini trilha por uma mata ciliar, onde o guia nos contou sobre a flaura e fauna local e depois de devidamente trajados fomos para dentro d'agua.

Eu tinha visto várias fotos desses passeios. Mas vocês sabem como é, foto pra atrair turista e tals. Eu não tava pondo muuuita fé. Mas calei minha boca rapidinho. O rio é MAGNÍFICO. Parece um aquário gigante. É sem noção. E o pior é pensar que aquilo lá é um rio e não o fundo do oceano.
A gente não pode nadar no rio para não "levantar poeira", então só é permitido flutuar mesmo, com a correnteza. Tinha muito pacu e dourado. Vi até um jacaré na dentro d'agua com a bocona aberta engolindo tudo que passasse por ela.


Ao final da flutuação a gente voltou pra fazenda e fomos recebidos com um super almoço, seguido de um cochilo na rede, pois, afinal ninguém é de ferro :-)


No trajeto de volta pro albergue nós paramos pra visitar um local chamado Buraco das Araras. Trata-se de uma cratera gigante formada no meio da mata e habitada por várias araras. A gente só viu meia dúzia de longe. Eu não tenho muita paciência de ficar esperando, mas todo mundo diz que tem bastante.
A gente tinha que correr de volta pra cidade pra fazer um treinamento para o passeio do dia seguinte, um rapel numa caverna enfiada num burado de 72m.

O passeio do dia seguinte foi animal. É beeeem caro (360 reais), mas vale a pena. O local se chama Abismo das Anhumas. Trata-se de uma caverna formada no subsolo da floresta. Você desce 72m pelo rapel e lá em baixo é um buracão bem grande com uma piscina verde esmeralda e formações fantásticas. A visibilidade é animal e abaixo d'agua tem uns pilares formados pelo calcário que escorre e pinga do teto da caverna. Pra quem curti mergulho em caverna, esse é o pico.
A melhor época pra fazer a visita é em dezembro, quando a luz do céu entra direto pelo buraco no topo da caverna, fazendo tudo lá dentro reluzir.
A gente fez um passeio num bote para olhar alguns dos salões mais de perto e depois fomos fazer uma flutuação também. Eu quase que me borro toda.
Eu já tenho uma puta aflição de snorkel (acho que nunca vou ter coragem de encarar um curso de mergulho) e dentro daquela caverna preta e escura, eu quase desisti. Eu sei que é besteira minha, na pior da hipóteses é só virar de barriga pra cima e ficar boiando (eu tenho aflição da água entrar pela máscara no meu nariz), MAS ... naquele breu, me dava sensação de que se eu tirasse a cabeça pra fora da água, não teria ar pra mim, como se eu tivesse presa num cubo cheio d'agua. Eu sou pouco noiada, né ? Bom, o Anders ficava a todo momento me cutucando e fazendo um sinal de "ok" na água pra checar se eu já tinha morrido do coração hehehe. Bom, por falar nele ... pra descer todo santo ajuda, mas a subida ... a gente teve que trabalhar um pouco e ficar pendurado. Aí, quem tem medo é ele. Nós somos uma dupla de dois, fantástica heheheh. No fim, sobrevivemos todos :-)


Ainda no mesmo dia a gente ia fazer um passeio de bike, pelo projeto Lobo Guará Bike. Você pedala e planta uma árvore. Infelizmente, choveu canivetes naquela tarde e a gente perdeu o passeio. Eu fiquei chateada, pois dessa vez não consegui fazer nenhum trabalho voluntário, mas poderia ter plantado uma arvorezinha ...

Dia seguinte pusemos o pé na estrada as 5 da matina, rumo ao pantanal !



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