quinta-feira, 23 de julho de 2009

Granada, Antequera, Sevilla - Andalúcia, Espanha

Após Cabo de Gata (que também fica na região da Andalúcia), seguimos para Granada.

Andalúcia, como disse antes, é uma das regiões mais belas e traz todo o "esteriótipo" espanhol.
Pra começar, muita história. Ajuda a dar uma lida antes, pra depois entender a arquitetura, o porque disso e daquilo.
A maioria das cidades dessa região trazem em seus anos a mesma história.

Curta e grossamente, habitada por fenícios que foram derrotados pelos romanos, que por sua vez, contruiram um império. Por cima do império deles, os mouros construiram suas Alcázar, Albazyn, etc, gigaaaaantes palácios, riquíssimos em detalhe, batalha e sangue. Segundo um dos nossos guias, eles (os mouros) achavam que estavam protegidos pelas muralhas, mas o pior inimigo morava lá dentro também, geralmente um irmão ou cunhado que decepava a cabeça de quem estava no comando para assumi-lo. Em seguida, os cristãos achando que deviam dominar o mundo, lutaram e acabaram por expulsar os mouros da Espanha (os mais sortudos, sem opção, foram obrigados a se converter), ocuparam seus palácios, mas tiveram a dignidade de manter a beleza dos mesmos. Sem falar nos judeus. Esses aí, sempre debandando de um lado pra outro, morando em guetos, sendo perseguidos, mas lucrando com os cristãos. Durante a ocupação moura, os judeos viviam pacificamente no mesmo território. A briga feia mesmo rolou entre os cristãos e os mouros.

Bom, sendo assim a principal atração turística de Granada e Sevilha são bem parecidas.
Em Granada temos a Alhambra. Primeiramente um forte e depois um palácio-forte. Conquistados pelos cristãos que destruíram a mesquita pra transformar numa igreja (básico).

A gente fez uma visita guiada, que foi cara e ok, nenhuma brastemp ... O lugar é apinhado de gente, fica difícil ficar prestando atenção mais nisso ou naquilo, porque tem que ficar se movimentando.

A beleza desse e também de outros palácios fica por traz das muralhas. Estando do lado de fora a gente não vê nada. Só muros altos e torres. Segundo os mouros, a beleza tinha que ser guardada. Ao entrar, a surpresa. A riqueza de detalhes e cores e geometria. Muito lindo. Os jardins são enormes e tanto os pátios quanto os jardins possuem muitas fontes.

Em Granada ficamos num camping mega bem localizado. Ao lado da estação de ônibus. Com piscina, mercado, banheiro bom, tudo. Granada também é a porta de entrada para os resorts de esqui do sul da Espanha. A cidade é rodeada por um dos picos mais altos da Espanha, Mulhacém (3479 m). Após rodar pelo centro, seguimos viagem no dia seguinte.

No caminho para Sevilla, paramos em Antequera que também tem um palácio mouro construídos sobre ruínas romanas e a antiga mesquita que foi transformada em igreja. Mas o ponto alto dessa pequena cidade são os Dolmens, algumas das maiorem tumbas megalíticas da europa. Construídas a mais ou menos 2500 anos antes de Cristo, essas tombas foram erguidas com pedras da região, a maior delas carregada tem cerca de 180 toneladas !!!

Ah ainda passamos pelo parque Torcal de Antequera. Muito legal, formações rochosas bem interessantes. Vale a pena um bate e volta.



Chegando em Sevilla, tudo ia bem segundo o mapa que tínhamos. Eu já tinha achado nosso hotelzinho no mapa e tudo. Mas de repente ... de repente uma curva que não tava no mapa me aparece, e quando vimos estávamos intalados, literalmente, no centro. Gente, as ruas são muito estreitas, não tem calçada e as esquinas tem o reboco destruído. Aí fedeu de vez. Eu já não sabia onde estávamos porque nosso mapex não tinha essas mini ruas. Felizmente uma boa alma me aparece. Um tiozinho que trabalha no Museu do Flamenco, com muita boa vontade me deu um outro mapa e nos explico direitinho como fazer pra sair daquele labirinto. Ufa.

Sevilla é muito fofa. Foi a cidade mais bacaninha pra mim. Eu gostei de Barcelona e Madri, mas por se tratar de cidades grandes a gente só pega aquele gostinho se passar mais tempo nelas. Morando ou a trabalho. Mas Sevilla é a cidade pra um fim de semana interessante e legal.

Possui a maior Catedral do mundo. Por dentro muitcho ouro e a tumba de Cristóvão Colombo (reza a lenda que ele tá lá dentro). Esse ouro todo, trazido lógicamente, das colônias espanholas ...

O palácio dos califes em Sevilla é a Alcázar. Se você perdeu a chance de ir a Alhambra em Granada, não se preocupe. Alcázar não fica atrás. E vai além. O palácio mouro fica no terreo. Subindo as escadas, você pensa que vai ao segundo andar, mas que nada. É um outro palácio (constrído pelos cristãos) com jardins imeeeensos, fontes e tudo mais. E pelo lado de fora, você não dá um centavo pelo lugar.
O centro da cidade é bem aconchegante e lá comemos as melhores tapas, no restaurante Alcaiza na Plaza Alfafa. Eu fui até dar meu cumprimentos ao chefe hehehe.
Numa das tardes escaldantes a gente foi a um baño árabe-romano. Foi bem relaxante. O complexo tinha várias piscinas. Uma a 36C, onde você deveria entrar primeiro e deixar seu corpo se equilibrar com a temperatura. Em seguida uma passada na de 42C e um rápido pulo na e 16C. Dizem que esse contraste de temperatura faz bem à circulação (aqui na Noruega o povo sai da sauna e rola na neve). Também tinha uma mega hidromassagem e uma piscina com água bem salgada.

Assistimos a um fantástico show de Flamenco, de graça na La Carboneria. Ô lugarzinho escondido. Lá encontramos o tiozinho do museu do Flamenco. O show é tirar o fôlego. Dá uma angustia, uma dor no coração. É sofrimento puro hehehe. Mas é assim que é pra ser :-)
Próxima parada, Madri.
Mais fotos, aqui.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Alarcon e Cabo de Gata, Espanha

Nossa próxima parada foi em Alarcón.
Um vilarejo pequenino, no meio do nada.

Esse foi o único Parador que a gente desfrutou! Quem sabe depois de aposentada, não faço uma viagem, parando de Parador em Parador .... ai ai ...

Enfim, a gente planejou não fazer nada. Só curtir nossas instalações e encher a pança.

Nosso quarto era o mais exclusivo do castelo. Fica no alto da torre principal e a gente tinha acesso exclusivo ao topo da torre, com uma vista deslubrante.

A gente viu o por-do-sol ... jantamos comida típica do lugar, bebemos muito vinho, champagne e vimos o nascer do sol.
Foi a noite mais romântica que já tivémos e por isso foi considerada nossa noite de lua-de-mel, coisa que não existiu pra gente :-P

No dia seguinte caminhamos pela vilazinha, que estava largada as moscas. Acredito que 90% seja residência de veraneo e por isso estava tudo fechado e lacrado.

A gente comeu tanto no jantar, que não tivemos fome para o café da manhã que, depois de muquiado na mochila, virou almoço.
O bom de se viajar sem destino muito certo é que a gente faz o que quer, quando quer.
O próximo pit stop seria Granada, mas decidimos dar um pulo em Cabo de Gata, um pequeno detur.
A região da Andalúcia, sul da Espanha, é LIN-DA. Vale muito a pena fazer esses trajetos de carro. As paisagens mudam constantemente e tem de tudo. Na ida a gente seguiu pela Sierra Nevada. Era engraçado presenciar os 40 graus de quentura e, ao mesmo tempo, as placas de aviso com "cuidado com a neve".
Nessa região, assim como em boa parte da Espanha, tem muito, muito, muito moinho de vento. Eles são gigantes e por isso, são vizualisados a quilômetros de distância. Há também muita plantação de olivas e laranja.

Em Cabo de Gata a gente acampou.
Uma noite num castelo e a seguinte na barraca. Cheio de mosquito. Muito mosquito.
No dia seguinte, um pulo até o Farol e uma passada rápida por uma das praias, San José. A gente ficou algumas horas só. Estava muito quente (e a gente não tem guarda-sol) e com o vento, a areia fina formava montinhos no corpo da gente em questão de minutos, um saco.
No fim do dia seguimos até Granada. Seguimos pela costa mediterrânea. Aqui ao invés dos picos nevados, um mar azul turquesa imenso. Zilhões de vilarejos e muitos deles com praias lindas.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Barcelona, Tarragona e Valência, Espanha

No nosso último dia em Barça, fomos visitar a Casa Battló. Fan-tás-tica. Cara (16 euros), mas bacana. Mais uma fabulosa obra de Gaudí.
Tenho lá minhas dúvidas, se Gaudí ,apesar de super religioso, não abusava dos tóxicos hehehehe.
Tudo por dentro da casa lembra água. Quase nada é reto, tudo é torcido e parece se movimentar. Tudo foi pensado, desde a maçaneta da janela até o tamanho das mesmas conforme se vai subindo os andares. O audio guia é indispénsavel (acho que tá até incluído no preço).
Depois fomos dar uma volta na La Rambla, famoso "calçadão". No começo da rua concentram-se os vendedores de passarinhos. Tadicos, todos amontoados na gaoila, naquele calor. Pior que isso, era o próximo conglomerado de vendedores de bichos exóticos. Eu se pudesse, comprava tudo e soltava no primeiro bosque que visse pela frente. Enfim .... vendedores de flores, de suvenirs, de tudo.

Fizemos uma parada de emergência "glicosiana" no Mercado de la Boqueria. É do mesmo estilo do mercadão de São Paulo. Com a gringaiada toda tirando foto das frutas hehehhehe.

No fim do dia fomos até o Jardins del Laberint d'Horta. Muito legal. Eu nunca tinha brincado num jardim labirinto antes. A teoria do Anders de virar sempre a direita, não funcionou porcaria nenhuma e, obviamente, nos perdemos. Mas não chegamos a passar a noite lá :-)
Dia seguinte, pé na estrada. Destino: Valência.
As estradas espanholas são excelentes. As autopistas (AP) e autovias (A) são com faixas duplas nos dois sentidos e o asfalto parece um tapete. Mesmo as estradinhas bem menores, são boas e bem sinalizadas. A gente dirigiu cerca de 3000 e vimos somente um acidente. Achei um bom sinal, quando comparado com a Escócia :-(

No caminho paramos em Tarragona, que é a "capital" da "colla" ou torre humana. Mas a parte disso, vale a pena passar pelo centro histórico que fica dentro das muralhas romanas. Eles possuem umas rotas diferenciadas e super bem explicadas, pra quem tem tempo e saco de vasculhar cada canto é legal. Mas em uma hora dá pra ver as coisas mais importantes.

A última parada do dia foi em Valência. Por conta da nossa reserva num dos Paradores a gente não teve tempo de visitar o centro, mas em contra partida aproveitamos muito a Ciudad de las Artes y las Ciencias.

Trata-se de uma mega construção. Mega mesmo. Você se sente uma formiga perto dos prédios enooooormes. Primeiro a gente viu um filme no Hemisféric. Um cinema 180 graus. Também vistamos o Museu de las Ciencias Principe Felipe. Bacanex, mas a gente é meio saturado de genética, DNA, bla bla, então pra gente é tudo meio repetitivo. Mas eles tinham um setor interessante sobre qualidade de vida, tipo design de cadeira, colchão, iluminaçao, etc.

No dia seguinte passamos a manhã no aquário Oceanogràfic. Gente do céu, eu nunca fui num aquário tão legal antes !!!! É lindo, com vários setores diferentes e vários túneis que passam por dentro dos aquários e parecem que os peixes estão voando ao seu redor. A gente assistiu ao show dos golfinhos, super meigos e depois numa sala tipo cinema, que ao invés da tela tinha um aquário gigaaaaaante com uma mergulhadora do lado de dentro interagindo com o apresentador do lado de fora. Eles explicam como funciona os bastidores do aquário, a cozinha, o consultório veterinário, tudo, muito bom.
Nós almoçamos no restaurente do aquário. É chiquetoso e não fica aberto ao público, a não ser que vc tenha feito reserva. Nóis, cara de pau, não tinha reserva, estávamos de havainas, mochila e suados que nem porco, mas ... arrumaram uma mesa pra gente numa boa. O rest. fica dentro de um aquário. Foi legal observar os peixes com mais calma. Eles ficavam rodando todos pra um lado só (tadicos), aí um outro diferente lá, ficava nadando bem mais rápido pra direção contrária. Anders dizia que ele (o peixe) estava atrasado pra um almoço de negócios hehehe. Pro Anders, qualquer um, numa cidade grande, de gravata e celular, saindo do metrô ou parado em frente ao banco, está indo pra um almoço de negócios, fechar um contrário milionário. E lá ia o peixe com sua gravata e celular ......
Uma hora aglomorerou uns cotocos de peixe. Faltando olho, faltando nadadeira, uns 20 deles. Acho que estavam fazendo alguma manifestação ou algo do gênero. Imaginem os dois tontos aqui, imaginando os "pensamentos e falas" dos peixes hehehhe.
Pança cheia de peixe e seguimos até Alarcon para nosso dia de rei e rainha :-)
mais cliques.

domingo, 12 de julho de 2009

Barcelona - Espanha

Nossa viagem começou por Barcelona. Quente e úmida no verão catalão.

Ficamos por lá 3 dias (sábado, domingo e segunda).

O hotel, bookado pela net, cumpriu com seu papel. Bom, limpo e com excelente café da manhã. Caro, mas bom. Deu até pra embolsar vários lanchinhos para serem devorados durante o dia. Mesmo porque, com o calor, não dá muita fome. A gente tomava sempre um ótimo café da manhã lá pelas 10h, beliscava durante o dia e depois só jantava.

Há um Barcelona Card, que eu achei que não vale a pena. Custa caro para os descontos que oferece. O transporte público fica de graça, mas a não ser que você tenha muito gás pra visitar várias coisas num mesmo dia, tudo correndo.

Nós ficamos hospedados a uns 10 minutos da Sagrada Família. Lugar total residencial e bem tranquilo.

No sabadão fomos visistar a famosa igreja. Linda, enorme, magnífica. O horário da visita guiada era muito ruim pra gente, então fomos de audioguia mesmo, que quebrou bem o galho ajudando a entender bastante sobre as esculturas.
A igreja começou a ser construída a mais de 100 anos e tem previsão para ser terminada entre 2020 e 2040.
A fachada da Natividade representa o nascimento e infância de Jesus. Gaudi utilizou pessoas e animais reais como modelos para as esculturas. Já a fachada da Paixão, traz os últimos dias e morte de Jesus. Ambas fachadas possuem 4 torres cada, sendo possível subir de elevador em algumas delas. Há ainda uma terceira fachada, da Glória, sendo construída, com mais 4 torres, totalizando 12 que representarão os 12 apóstolos.

Em seguida tomamos um metrô em direçao ao Parque Güell. Mais um trabalho de Gaudi. Daria pra ter curtido mais senão estivesse tão quente. Exploramos um pouco aqui e ali e visitamos a Casa Museu Gaudi. Não vale a pena. Guarde seu dinheiro e com mais 10 euros visite a Casa Batlló :-).

Sorvete para recuperar as energias e partimos para o Bairro Gótico, de busum.

Barcelona é gigante e as atrações ficam espalhadas. Tem que se apelar para o transporte público, que é muito bom por sinal.
Nosso objetivo aquela noite no Bairro Gótico veio a ser uma das melhores atrações de Barcelona. A gente foi bater no Museu do Rei da Magia. O museu em si é super "cute", com uma parafernalha imensa de artigos de mágica desde mil e novecentos e guaraná com rolha (como diria minha amiga Sil), mas o ponto alto do negócio foi o show de mágica de uma hora que assitimos. Apresentado por um casal de mágicos num mini palco. Tinha um bando de crianças comemorando o aniversário de uma garota, mais algumas outras famílias e só a gente de estrangeiro. Vale MUITO a pena. O único problema é que eles não fazem shows o ano todo.

Domingão "madrugamos" as 11 da matina pra um "free walking tour" pela cidade.
Rodamos pelo Bairro Gótico, que "back in the good old days" era uma cidadela romana. Passamos pela Plaça del Rei, que entre as curiosidades destaca-se a primeira obra de arte pública de Gaudi (um poste com lampada) e as palmeiras que foram importadas do Hawaii e o governo espanhol ainda paga, mensalmente, concessão das mesmas. Seguindo para umas ruínas de muralhas romanas, escola de artes onde Picasso estudou e aprontou todas, catedral, outros lugares que eu não lembro (aquele bairro parece um labirinto) e Plaça de Sant Jaume aonde demos de cara com uma apresentação de Colla Castelera.

Eu nunca tinha ouvido falar disso antes, mas esse é um dos esportes espanhóis mais antigos. Consiste na formação de torres humanas. Quando a gente entrou na praça tinha uma torre de 7 andares. O castelo se completa quando uma criancinha sobe até o topo e acena com a mão. Ela parece uma formiguinha subindo aquela montanha de gente. Impressionante !!!

Depois da caminhada fomos ao Museu d'Historia de la Ciutat, que consiste basicamente de ruínas romanas. Apelamos pelo audio guia e foi muito bom !!!

Ainda no mesmo dia, fomos ao Museu Picasso que tem entrada gratuita aos domingos.
Em seguia nos refrescamos com uma sangria na Barceloneta e depois seguimos para La Font Mágica.
Trata-se de uma fonte gigante com água colorida e "cantante". A apresentação é de graça, dura meia hora e é bem legal. Tava lotado de gente.

mais fotos aqui.
vídeo da torre humana, aqui.




sexta-feira, 10 de julho de 2009

Espanha

Nossa viagem de verão esse ano consistiu de duas semaninhas pela Espanha.
Fizemos o trivial , Barcelona e Madri e muito mais. Espanha vai muito além de Picasso, Miró e touradas.
Nós voamos de Oslo até Barcelona e lá alugamos um carro e rodamos cerca de 3000 kilômetros.
Na foto acima eu desenhei nosso percurso. Começando em Barcelona, descendo até Valência com parada em Tarragona, depois Cabo de Gata, Granada, Sevilla, Madri, Zaragoza, Jaca e Llavorsi, além de outros vilarejos.

Nossa viagem consistiu de paisagens das mais variadas num clima super “seco” da Espanha (que parece um desertão em algumas partes), comidas das mais variadas (leia-se tapas, tapas e mais tapas), vinhos variados para o maridão, enquanto que para mim bastou uma sangria bem gelada por dia pra refrescar, sorvete todos os dias (por recomendação nossa mesmo), noites passadas em barraca (com e sem chuva), hostal, hotéis duas, tres, quatro estrelas e uma noite muito bem gasta num castelo que faz parte da rede de Paradores.
Foi cansativo, quente, mas foi ótimo. Confesso que não deu pra descasar muito, mas mochilar é assim mesmo. Mochilão de gente velha né ... carro alugado e hotel hehehehe. Mas os hoteizinhos meia boca, dão conta do recado e não são muito mais caros do que albergue. Eu não tenho mais idade pra ficar acordando no meio da noite com nego entrando no quarto, acendendo luz, discutindo, transando, etc. E a vantagem de se alugar um carro (o que também não custa o zóio da cara) é o fato de se ter mais liberdade e não ter que ficar se preocupando se vai conseguir bilhete para aquele onibus, naquele dia e horário. Quem me conhece sabe, que eu curti muito como mochileira, dormindo em aeroporto e viajando durante a noite no busão pra economizar, não me arrependo e faria tudo de novo. Mas agora vivo a fase do carro e banheiro no quarto e não to achando ruim não :-)

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Sommerfest

Dias antes de viajar rolaram duas comemorações de verão: uma do meu trabalho e outra do curso de noruga.
No meu trabalho, foi o dia da pedalada. No inverno eles tem o dia do esquiar (skydag), do qual eu ainda vou precisar de mais uns anos de prática .... e no verão é o dia do pedal (sykkeldag). No ano passado, eu fiquei com "vergonha" de ir, pois não conhecia ninguém e tals, mas esse ano, não pensei duas vezes.
Eu achei que a gente fosse dar uma voltinha e pronto. Que o lance seria mais pelo social do que outra coisa. Mas que nada ...
A gente se encontrou as 9 da matina na Universidade de Oslo (funcionários da universidade toda participaram). Aí, nossas bikes foram carregadas em caminhões e a gente foi de busum. Esse bumba, me sai de Oslo e viaja por mais de meia hora. Tipo .... "senhor seu motorista, nóis vamos pedalar desde Estocolmo, ou o quê ?!". Well, 5okm pedalados, eu estava de volta à minha casa hehehe. Achei que eu não fosse conseguir encarar tudo quando me disseram 50, mas foi tranquilo, só empurrei a bike numa subida, praticamente escalada. No dia seguinte, levantei da cama e sai andando, pra minha própria surpresa :-)


Enfim, no mesmo dia, voltei pra casa e fui para o último dia de aula de noruga do ano (os anos escolares aqui começam em agosto). Cada um levou alguma coisa pra comer e a gente se reuniu. Foi ok. Na minha sala tem gente do mundo todo. Rússia, Rússia Branca, China, Filipinas, Marrocos, Palestina, Inglaterra, Eslováquia, República Tcheca, Argentina, Polônia, Macedônia, Letônia e outros que vem e vão. É legal conhecer gente do mundo todo, mas ao mesmo tempo é chocante o confronto das diferentes culturas. Lógico, que cada um é cada um, mas a cultura tem lá seu peso. Eu sou super amiga da garota das Filipinas. A gente sempre sai junto, o marido dela é um doce e tals. Os demais mantenho o coleguismo de classe e o cara do Marrocos, simplesmente não vou com a cara, já rolou até estresse entre a gente do cara me chamando de mentirosa quando eu discordei que o morcego era uma ave. Disse que era um mamífero e ele teimou que não, se voa, é ave. Aí discutiu, discutiu, ligou pra um amigo dele e o nego disse, que o raio do morcego é sim, um mamífero (aleluia), aí ele volta e diz que eu tinha razão, mas como eu já tinha mentido antes, ele não tinha acreditado em mim. Esse episódio de antes foi na aula sobre impostos, que eu disse americanos residentes em caratér temporário na Noruega (1, 2 anos) praticamente não pagam impostos. Existe um acordo bilateral entre os dois países, ou seja, norueguês morando por tempo determinado, tipo uma bolsa de estudo, doutorado sanduiche, etc, também não paga impostos nos EUA, mas o fulado do Marrocos disse que o amigo dele é americano e PAGA impostos, e que isso fazia de mim uma mentirosa, blá blá blá e tipo, o nego é curto e grosso ... anyway, esse amigo dele mora aqui, imigrou total e isso sim faz dele um pagante como qualquer um de nós.
Fora que o próprio exigiu salsicha de frango (porque não come porco) e na hora disse que só ia comer salada (que a outra marroquina tinha feito) aí, a russa falou, que ele ia comer o pacote todo, porque ela tinha comprado por causa dele hahahaha a mesma russa me obrigou a comer meu cachorro quente com uma tira de bacon enrolada na salsinha e maionese de camarão por cima + ketchup + mostarda, porquê assim SIM que é bom. Então tá né :-P
Ela também organizou a lista de compras e exigiu que as pessoas comprassem da marca X, porque da marca Y não prestava. E refri, não podia ter só Coca por exemplo, tinha que ter uns 5 tipos diferentes.

Vai discutir?

Eu aprendi a lição, quer falar que frango voa e camarão é mamífero, o problema é deles.
Salada chinesa, dois tipo de humus e salada marroquina.

domingo, 5 de julho de 2009

Back home !

Vorti !
Parece que fiquei fora 2 meses ao invés de duas semanas. Isso que acontece quando a gente viaja pipocando de um lugar pra outro.
Logicamente, as duas semanas em que ficamos na Espanha, foram as mais quentes aqui nas Noruega, em torno dos 30C. Mas hoje, quando voltamos .... 17C, mais chuvisco. Fora isso, um caos no aeroporto. Nunca vi tanta gente junta lá. E norueguês que é norueguês, NÃO sai do freeshop sem, ao menos, duas sacolas cheia de birita. Parece até que se eles não tem essa sacola, ou espécie de amuleto, vão empedrar e virar pó ao sair do aeroporto. Impressionante.
Fomos buscar as "crianças" no hotel. Estávamos morrendo de saudades ! A Phoebe, como sempre, sai , fala oi, lambe, late, pula e volta correndo pra dentro do canil. hehehe ela gosta de lá, o que é um bom sinal :-)
Ao chegar em casa, fiquei feliz quando abri a caixa do correio. Recebi mais uma carta do meu primo.
É, resolvemos nos comunicar a moda antiga. É delicioso !
Também chegaram os resultados dos meus testes de noruga, oral e escrito. Passei ! uhuuuuu. Mas ainda não terminei com a novela toda. Eu quero fazer o teste de proeficiência (em outubro, se tudo correr bem) e dessa maneira poderei cursar qualquer coisa na Universidade de Oslo. That's the plan ! Eu não consigo ficar sem estudar, não adianta.
Bom, aos poucos escreverei sobre a viagem e postarei as fotos. Pra variar, eu preciso de férias, após essas duas semanas de férias ;-)