quinta-feira, 28 de maio de 2009

Helsinki - Finlândia

Que lê, pensa até que eu só viajo e não trabalho nunca hehehehe. Ouvi isso de uma amiga outro dia. Quem me dera.

Mas essa viagem a Helsinki foi num bate e volta, meio que no susto. Anders tinha um congresso para ir lá e eu acabei indo junto passar o findi, já que não paguei nada. A empresa dele bancou o hotel e eu usei as milhas dele pra passagem hehehehe.
Helsinki nunca esteve na minha lista de "lugares pra se conhecer". E agora eu sei o porquê.
Helsinki não tem nada de especial. É puro concreto pra tudo quanto é lado. A arquitetura, pelo menos no centro, até que é legal, mas a sensação é de que falta alguma coisa .... falta gente nas ruas, falta verde nas calçadas. Falta vida.
Apesar de ter sido um findi anormal para a cidade, com mais de 10 mil pessoas a mais (só no congresso) e com tempo bom (sol e céu azul), o centro ainda ficou meio vazio.
A gente caminhou muito e saindo do centro pensei "agora vou ver finlandês curtindo o findi ensolarado", mas nada. Não sei onde essa gente se esconde.
O hotel que a gente ficou era beeeeem bacana, Katajanokka. Era uma antiga prisão. Por dentro ela lembra o design da prisão que visitamos em Dublin.
Na noite de sexta, quando chegamos, foi difícila achar um restaurante pra jantar. Devido ao tal congresso, a maioria dos lugares só estava aceitando com reserva. Até os mais xexelentos.
Sabadão fomos andar no centro. Em meia hora visitamos duas igrejas, das mais famosas, e dois museus. E pronto. Acabou. hehehe Existe um tal Helsinki Card, mas como eu só tinha praticmanete, um dia, e a cidade não tem lá tantas coisas para serem vistas, eu não comprei. Mesmo porque essas igrejas e os museus eram de graça.
No fim, matamos o fim de tarde no cinema. Vimos "Enkelit ja demonit ". A legenda era dupla, escrita em sueco e em finlandês. Agora vejam vcs, a legenda pegava metade da tela. Qualquer coisa que vc traduza em finlandês ocupa 6x o espaço de uma lingua normal, ou seja, não tinha espaço pra eles traduzirem, TUDO, simultaneamente, pro sueco e pro suomi (finlandês). Fora que o Anders, coitado, não conseguia prestar atenção no filme porque não conseguia desviar o olhar da legenda.

Depois do cinema, fomos andar, e paramos pra jogar mini golf na pracinha. Eu até que curti o treco. Achei que fosse maior chato, mas até que é bacaninha.

Pra arrematar o dia, demos uma volta dentro de um cemitério. Ele fica num parque cheeeeeeio de esquilos.
Quem me conhece sabe, eu não tenho medo de bichos. Já matei cobra a paulada, aranha a chinelada e barata a dentada. Os primeiros esquilos que vieram nos cumprimentar, foram bonzinhos. Queriam comida e tals. Mas de repente, veio um do nada e veio em minha direção, eu andava pra trás e o bicho avançada. Ele arregalou os olhos e ficou parecendo aqueles desenhos estilo mangá japa, cara de fofura e soltando raios pelos olhos. Gente, eu fiquei com medo do esquilo. Comecei a dar uns gritos histéricos e correr do esquilo, que corria atrás de mim. Simplesmente, patético.

No domingo o Anders foi para o congresso e eu fui dar mais uma voltinha antes de ir para o aeroporto.
Fiz um passeio até o forte Suomenlinna, que fica numa ilha.
Não tirei nenhuma foto do lugar, porque esqueci a máquina em casa. Tiramos meia dúzia de fotos no sábado com o celular do Anders. Esse forte é legal! Vários tuneis e abrigos subterraneos. Vários museus e restaurantes. Nos museus eu não entrei porque tinha que pagar tudo a parte, mas o barco custa 3,80 euros ida e volta e pra entrar na ilha é de graça.
No fim das contas, foi legal conhecer, mas só porque não paguei pela viagem, mesmo porque achei Helsinki bem cara. Algumas coisas, como cinema por exemplo, são até mais caras do que em Oslo (praticamente a cidade mais cara da europa).
Várias pessoas do meu trabalho concordaram que a cidade não é lá aquelas coisas, mas existem outras mais legais na Finlância, mas quando perguntei um nome, ninguém soube me dizer.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Dublin - Irlanda

post super atual hehehehhe

A viagem a Dublin foi feita na mesma semana em que fomos pra Escócia.
Saímos de Oslo com destino a Dublin, passamos 3 dias lá e depois seguimos para Edimburgo.

Fomos de Ryanair e pagamos ninharia pela passagem. A vantagem é que, voando para a Irlanda você aterrissa na cidade em que eles colocam no site deles. Pra quem não sabe, é bom saber ... a ryanair diz "Oslo" , mas na verdade pousa em Torp que fica a uma hora e meia daqui, diz "Londres" e pousa em Stansted (cerca 1 hora de Londres) e por aí vai. Mas em Dublin, você pousa em Dublin :-).

Dublin é uma cidade grande, do naipe de Sampa. Seca e com muito concreto. Mas tem bastante a oferecer. A gente fez tudo a pé. Caminhamos pra cacete, mas é bem sossegado pois a cidade é totalmente plana.
Chegando no aeroporto, a gente comprou o Dublin Pass. Super recomendado, se você for ficar pelo menos 2 dias na cidade. Dá pra economizar uma grana legal e a lista de lugares que constam na lista do cartão são bem bacanas. Vale a pena.
Eu não me lembro agora exatamente a ordem dos lugares que visitamos (por isso que não devo demorar pra escrever aqui !!!! :-), mas vamos lá ...

No primeiro dia, a gente ficou andando no Temple Bar. O bairro boêmio da cidade. Apinhado de pubs por todos os lados. Lá, eu jantei um "fish & chips" básico hehehe.
No dia seguinte tivemos nosso primeiro café da manhã irlandês (que é, praticamente, igual ao inglês e ao escocês, e muito provavelmente igual ao galês). Ovo frito, feijão cozido no molho de ketchup por cima da torrada, linguiça, pudim de sangue (blagh !!!), pudim branco (resto de carne de porco, pior que a linguiça), torta de batata frita e tomate frito! Eu passei 10 dias entre Irlanda e Escócia e só consegui encarar esse café-da-manhã uma vez. Já o marido da minha amiga, deve ter encarado uns 8. afe.
Dia seguinte, lembro que nós visitamos a Guinness Storehouse. Bem estilo da Carlsberg em Copenhagem. Ao final da visita vc tem direito a uma pint. O lugar tem uns 5 andares que explicam todo o processo da fabricação da cerveja e uma lojinha bem legal também. Na volta entramos na Saint Patrick's Cathedral, a principal igreja da cidade, bonitinha.
Como o relógio já batia após o meio dia, estávamos liberado pra encarar um whiskey na deslilaria Old Jameson.
Ah, comentário nada a ver ... na Irlanda se escreve whiskey e na Escócia, Whisky. Não me perguntem o porquê. Essa destilaria é beeeem legal. Adorei. O Anders participou de um teste cego e ganhou até diploma ahahaha. Eles tinham que escolher o melhor de 3. Old Jameson, Black Label e Jack Daniels . Unanimamente, venceu o Old Jameson. Lebrando que o teste foi cego. Tanto na lojinha do Old Jameson, quanto na Guinness, encontra-se uma variedade de fudge, chocolate, molhos, biscoitos, bolos, etc etc etc, com os respectivos sabores.
No fim do dia fomos até o The Bram Stoker Dracula Experience. Para esse lugar a gente precisou ir de trem. Pela propaganda do folheto, a gente achou que fosse "O" lugar. O lance fica dentro de uma espécie de pub-academia, com piscina olímpica e tudo. Lugar total nada a ver. Vc anda, anda, anda e nos fundos tem o tal do Dracula. Olhou um pra cara do outro, e vamos lá. A expectativa para que o lugar fosse uma bosta era tanta, que no fim gostamos. Só tinha a gente. E o lugar conta a história do autor do Dracula e do próprio Dracula. É meio tosco, mas é bem bacana.
Dia seguinte rodamos mais um pouco. Fomos ao Dublin Castle, museusão, legal. Entramos no Trinity College, a principal universidade do país. A gente queria visitar um dos museus por causa do Livro do Kells , mas no desistimos porque tínhamos que pagar e era só uma sala, mas o que valeria mais a pena era visitar a antiga biblioteca, do estilo dessas que aparecem em filmes, com vários andares etc, no fim a gente esticou o pescoço por cima da corda que tampava o acesso pelas escadas e demos uma bizoiada.
Demos um pulo também na National Gallery of Ireland, só para matar o tempo, não tem nada de muito especial lá.
Também (pelo o que consegui lembrar) fomos ao Kilmainham Gaol, que é uma antiga prisão.
Tivemos uma super visita guiada, muuuito legal. O lugar ainda mantem algumas celas do jeitinho que eram antigamente, nojentas, frias, úmidas. O pior que o povo que era preso naquela época, em sua maioria, era ladrão de galinhas. Eles passavam a pão e água e os que não fossem enforcados publicamente, tentavam a sorte num navio a caminho da Austrália. Ao mesmo tempo que as histórias são fascinantes, elas também são de cortar o coração.
Por fim, já no aeroporto, me deparo com alguma pessoas, escancaradamente, tomando uma no Cú ..... bar ! hehehehehe
Eu não tomei !

Mais fotas, aqui.


quinta-feira, 21 de maio de 2009

Escócia - pé na estrada (parte III, final)

Fala meu povo ! Feriadão hoje aqui na terra do bacaiau. Corpus Christi.


Havia parado no post anterior em Stonhaven.
Assim que chegamos na cidadezinha, acampamos nossas coisas num B&B à beira do porto e fomos fazer uma caminhada até o castelo mais próximo, Dunottar. Como chegamos no fim do dia, não conseguimos entrar, mas ficamos apreciando do lado do fora.


Um rápido parênteses ...( eu até que não achei ruim chegar depois das 18h em alguns castelos, eles são mais legais de serem vistos do lado de fora, e depois fica tudo meio que igual. O bacana é o contexto em que eles estão inseridos, as paisagens etc).

Esse castelo fica num paredão a beira do mar. Paisagem surreal, com por-do-sol mais surreal ainda.

Na volta da caminhada, já famintos, enchemos nossa pança num restaurante mega charmoso localizado também na marina, com peixe e frutos do mar fresquinhos, no menu.

Dia seguinte, era nosso último dia. Destino: Edimburgo. Mas antes a gente parou ainda no Glamis Castle. Nesse castelo viveu a mãe da atual rainha da Inglaterra. Parte do castelo, aberto ao público, mantém os móveis e fotos da época. Bem legal. Não incluido no explore pass, ou seja, ao pagar, você contribui para o tesouro da rainha. Mas só porque ela é avozinha do William, liiiiiiiiindo. É, não nego, e o Anders sabe disso. hehehehe.
No "quintal" do Glamis tem ovelhinhas e vaquinhas Highlanders. Elas são muito fofas e cabeludas e de perna curta. A-do-ro.

Antes de chegar a Edimburgo, paramos no nosso último (ufa, finalmente) local. Rosslyn Chapel.
Minha amiga, queria, porque queria visitar esse lugar, pois, sim, ela visitou quase todos os lugares que constam no livro O Código da Vinci, e esse lugar não podia ficar de fora da lista dela.
Eu não consegui tirar fotos de dentro da capela, pois é proibido e os caras ficam em cima vigiando quem está com a camera na mão, mas no site deles dá pra ver bastante coisa.
A capela está sendo restaurada e do lado de fora está, praticamente, embalada, mas do lado de dentro ...... gente do céu ! É linda !! toda trabalhada em pedra areia. Repleta de símbolos e muita lenda. Ela é micra por dentro e o bom disso é poder passar mais tempo procurando os detalhes. O guia do lugar é um carinha bem sarcástico e engraçado. Umas das histórias (essa de verdade) que ele contou foi que, dentro da igreja há vários sinais, que acredita-se que representam notas musicais. Um doido escocês com seu filho, passaram não sei quantos anos decifrando essas notas. Refizeram instrumentos musicais da época (XV sec) e chegaram a conclusão de que se tocassem a música, no mês X, do ano Y, no dia Z, na hora W, o chão da capela se abriria e lá eles encontrariam o holy grail e mais de 200 e poucas estátuas que faltam dos ornamentos das vidraças da capela que foram retiradas e niguém não tem idéia de onde é que foram parar. E assim, eles fizeram. O chão não se abriu, mas o cd do nego está a venda :-)
Segundo o guia, reza a lenda que Elvis também habita parte do subsolo da capela.

Enfim, essa foi nossa aventura !!!
Próximas paradas, Dublin e Helsinki.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Niver Nexus !

EEEEEEE ! Hoje é o niver do nosso gatão! 1 aninho de vida !

Vår lillegutt, gratulerer med dagen !
Nosso segundo encontro.
Nosso primeiro aperto de mãos.















Acredito que nesse dia, Phoebe deveria estar provocando o irmão mais novo :-)















Ele é do tipo que se contenta com pouco.
Tendo comida no pratinho dele e areia limpa na caixa, ele tá feliz!








quarta-feira, 13 de maio de 2009

Niver Phoebe !

Phoebóca !!! Feliz aniversário ou Gratulerer med dagen !!!

EEEEE !!! Um ano passou muito rápido.

Repleto de alegrias e muita destruição! Ê beleza !












Phoebe com algumas semanas, ainda vivendo em Höör, sul da Suécia.













Com 4 meses, provando seu primeiro "harness". Ela ficou, digamos, meio que assustada com o treco hehehe.

Esse modelo é usado somente pra caminhadas.

Para puxar na bicicleta ou no trenó ela tem um outro que "pega" as costas.


Ela tava meio cotoco nessa foto! Linda!






Aqui, ela já está com 11 meses 351 dias ?
Passamos o dia no Frogenerparken.














terça-feira, 12 de maio de 2009

Escócia - pé na estrada (parte II)

Hei, hei !
Preciso criar mais tempo no meu mundinho pra escrever no blóguio. Eu mudei meu ritmo de exercícios de 3 para, praticamente, 7 vezes por semana e o corpo está custando um pouco a regular. Junte-se a isso luz solar no zóio até as 9 da noite e o corpo que acha que ainda são 5 da tarde e não quer nem pensar em dormir. Enfim, c'est la vie ici.

Pois bem, continuando nossa saga pela terra das ovelhas ou do whisky (para os mais etílicos), nossa próxima parada foi a Ilha de Skye, ou ilha das nuvens. Eu já tinha lido muita coisa sobre esse lugar e estava anciosa pra chegar lá logo. Chegamos num fim de tarde (tipo 8 da noite já) sob um por-do-sol morno e sem vento. A partir desse ponto, os B&B começaram a ficar mais difíceis, pois estávamos em pleno feriado de páscoa e num lugar total turístico, tanto para o escocêses quanto para os gringos. Ou seja, tivemos que bater em meia dúzia de portas pra descolar uma vaga. Nem todos os B&B colocam uma plaquina na porta com "no vacancy".

Achamos um simplesinho e amigável. Quando eu digo simplesinho, é tipo com a cabine do chuveiro dentro do quarto. Ao invés do criado-mudo, a cabine do chuveiro. Mas o tiozinho do lugar era muito gente boa. Daqueles que eu passaria a noite fácil, batendo papo. Ele nos contou que havia recebido a uns meses atrás 5, ou 4, irmãos do Brasil, com sobre nome McDonald, que vieram atrás de suas raízes escocesas. A primeira coisa que me veio em mente, foi o quanto esses muleques não foram zuados na escola por ter um sobre nome desses.
Nessa noite e Anders fomos jantar no melhor restaurante de frutos do mar da vila de Portree (um dos maiores vilarejos da ilha). O tiozinho do nosso B&B nos disse que era um lugar muito caro, blá blá, mas fomos lá dar uma olhada. E jantamos lá. Comida excelente e preços ótimos (pra gente que mora aqui na Noruega, qualquer lugar da europa é mais barato).
No dia seguinte, chuva, chuva e mais chuva. Mas tínhamos que por o pé na estrada de qualquer forma, e lá fomos nós percorrer grande parte da ilha de carro. Ela, a ilha, até que não é gigantesca, mas a estrada não ajuda. A maioria tem um faixa só, cheia de curvas fechadas e "barrigas" pra você encostar e dar passagem. O tempo na ilha também muda da água para o vinho. Num ponto onde fomos pra tentar ver um dos maiores picos com cerca de 1000 metros acima do nível do mar, saindo, praticamente, de dentro da água, e logicamente estava incoberto pelas nuvens. Dirigimos mais um pouco e encontramos um céu azul e sol com paisagens fantásticas, mas ...... estava ventando muito, MUUUITO. Ao abrir a porta do carro contra o vento, tive a sensação de que sairia voando junto com a porta. Ou seja, a gente parava o carro nos lugares legais, descia rapidão, clicava e voltava pro carro. Eu estava vestida para encarar um trekking, mas que nada. Minhas botas foram passear de carro.
Após rodar a ilha toda de carro seguimos para Inverness, a beira do Lago Ness.

Antes de chegar a cidade paramos no Castelo Urquhart. Como chegamos após as 6, não conseguimos entrar. Mas em compensação o visual que tivemos foi de cartão postal. Fim da tarde, céu azul, um chuvisco fininho e um arco-íris gigante saindo de dentro do Lago Ness e cruzando o castelo de lado a lado, magnífico. Cliques dados e seguimos até Inverness.
Os B&B da beira da estrada não traziam bom sinal. "No vacancy" em todo os cantos.
Estávamos cansados, com fome e irritados depois de já bater em vários locais, sem sucesso.
Por mim eu encararia qualquer bosta de lugar, mas nem na BOSTA accomodation a gente achou uma camitcha.
O jeito foi partir para o centro da cidade, meter uma faca no peito e encaram um quarto pra 4, por 100 libras. Um assalto total. Detalhe que não dormi a noite toda, com frio e acordei com as ripas do estrado da cama desenhadas nas minhas costas.
A foto abaixo é do centro de Inverness.
Seguimos em direção a Stonhaven. Mas antes, na estrada, paramos em mais 3 castelos. Balvenie e Kildrummy (foto abaixo), ambos ruinas, belíssimos e parte do explore pass. E o terceiro (foto abaixo) , eu não lembro o nome, era um particular, mas que só olhamos de fora, pelo jardins.
mais cliques, aqui.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Escócia, pé na estrada

Continuando nossa saga ....

Alugamos uma caranga no aeroporto de Edimburgo e seguimos rumo a Stirling, que fica tipo ali na esquina.
Eu não sabia disso, mas se você faz a reserva do carro alugado pela interneta sai mais barato do que fazer na hora, fora que você corre o risco de não achar carro disponível. Enfim, alugamos com a Hertz, e nunca mais. O casal de amigos que viajou com a gente teve problemas com eles ano passado na Italia. E depois na Escócia, pagamos por um seguro total, porque ficamos com medo de dirigir do lado "errado" e tivemos um pneu furado com calota amassada e por conta disso tivemos que comprar um pneu novo, que custou mais do que o aluguel do carro. Já na devolucão do carro, não tinha um zé na porra do balcão da droga da Hertz pra reembolsar nossa grana e estamos até agora esperando.
Oh well, mas voltando para as partes boa da viagem.
Ah, esqueci de dizer que no Castelo de Edimburgo a gente comprou um Explore Pass (o de 3 dias) que dá direito a visitar vários castelos e outras atracões, vale muito a pena se você for rodar parte da Escócia.

Chegamos a Stirling no fim do dia e o primeiro B&B que achamos, ficamos.
Eu cheguei a anotar os nomes dos B&B, mas sinceramente, são muitos deles, em cada cidadezinha que não tem erro achar um que preste.
No dia seguinte embaixo de chuva fomos ao castelo de Stirling.
O castelo de Stirling é bonitinho e tals, e pegamos uma visita guiada que foi meio nhé. Eu deixei de ouvir o que a tiazinha tava falado logo após os 3 primeiros minutos, muita data, muito nome de rei e muita batalha. Chato. Também visitamos a casa do Earl of Stirling, ou, Argyll's Lodging, um casarão antigo da aristocracia escocesa do século 17.

Agora, vejam vocês minha agonia tentando ouvir a guia do castelo... o Earl of Stirling, era o mesmo que o Duque de Argyll, conhecido pelo nome de batismo como William Alexander. Ou seja, para cada 5 pessoas que essa mulher citava, deveria ser no mínimo 15 nomes diferentes :-)

Após um rolê relâmpago pela Old Town seguimos para o Doune Castle. Esse é um castelo das antigas, sem museu nenhum dentro (ao contrário do Edimburgo e Stirling). E é bem bacana andar dentro dele e imaginar como era a vida lá antigamente.



Ao sairmos desse castelo, no estacionamento, vimos que nosso pneu tava furado. Simple e rápido, pensamos " vamos até a primeira borracharia e trocá-lo".
Pois bem, na primeira que achamos o cara disse que teria que trocar o pneu todo, ele não tinha o modelo. Na segunda, eles tinham o modelo, mas não era a mesma marca, e tratando-se de carro alugado eles disseram que era melhor ter todos os 4 da mesma marca. Na terceira loja, chegamos 5 minutos atrasados e ela ja tinha fechado. Decidimos dormir na cidadezinha e passar nessa loja no dia seguinte.
Próxima parada foi uma vilazinha chamada Luss a beira do Loch (lago) Lochmond. Estava no nosso guia do Lonely que era um lugar bacana e pitoresco. Até concordo, só que num pleno dia de verão. Infelizmente com o tempo nublado e chuviscoso fica complicado.
Desce do carro, tira umas fotas e pé na estrada.
Próxima parada, Inveraray Castle.
Fino. A família do Duque não sei das quantas mora lá ainda. Cheio de fotos da família por todo os lados, o que deu uma sensacão de mais realidade. Ah esse castelo nao faz parte do Explore Pass, tem que pagar a parte. Mas vale a pena. A gente doa nosso dinheiro pros pobres coitados.


Na saída desse castelos encontramos um casal levando os cães deles pra passear. Gente do ceu. Eu nunca vi um cachorro tao grande com tanta cara de mau. Irish Wolfhound. A gente ficou batendo um papão com os donos que eram mega simpaticos, e acaba que a ex namorada do filho da mulher, era norueguesa e papo vai e papo vem. hehhe Nossa meta nesse dia era parar na Ilha de Skye e quando dissemos isso pro casal, eles riram da nossa cara e falaram, aham, la pelas duas da madrugada vcs chegam la. Bom, ou eles não conhecem muito do próprio país, ou que, porque nos dirigimos sempre dentro do limite de velocidade, e ainda paramos em mais trocentos lugares, chegando em Skye as 8.




Próxima parada: Eilean Donan Castle. Cenário de cinema.
No fim da tarde o tempo resolveu abrir. Infelizmente chegamos após as 6 da tarde e o castelo por dentro tava fechado, mas ficamos do lado de fora tirando mil fotas.


E finalmente a ultima parada do dia : Ilha de Skye, ou ilha das nuvens.


mais fotas aqui.