sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Gul Jul !!

Feliz Natal pra todo mundo !!!

Essa foto foi tirada no jardim de casa, na primeira neve do ano. A fotógrafa foi minha querida amiga Laura que veio nos visitar :-) Ela precisou tirar umas 30 fotos, pois cada hora era um que olhava pra outro lado, piscava, não parava quieto, etc, etc.
Esse ano então, a gente trocou (não por vontade própria) o calor e a praia do Brasil, pela neve da Noruega.

(In)Felizmente Phoebe e Luke (SIM ! Nosso novo filho! depois conto mais sobre ele) foram passar o feriado nas montanhas e só voltam, ano que vem. Um conhecido pediu se poderia usá-los no feriado e como a gente não iria a lugar algum, resolvemos fazer a caridade. Com certeza, eles vão se divertir e passear bastante. Emprestamos com trenó e tudo.

Aqui, em dois dias caiu muita neve. Tivemos que cavocar o caminho pra fora de casa. Já que a neve tava alta e fofa, deixei o Nexus sair pra dar uma voltinha :-)

Na foto ao lado, um acessório pra usar na sola do calçado se tiver muito escorradio na rua. Ou no nosso caso, se você tiver que sair com dois cães na coleira pra passear !


Ontem, meus sogros vieram jantar em casa e nós, eu e Anders, caprichamos na ceia, que foi a seguinte:

Entrada: Scallops (não sei como chama isso em português, aliás, nunca tinha comido isso no Brasil, aqui na Europa é bem comum, caro, mas comum) com molho de manteiga e copa, purê de ervilha e uma espuminha de suco de maçã. Vinho: Branco Riesling.

Prato principal: Filé de bacalhau assado com azeite e ervas servido com molho de manteiga e um tipo de castanha, além de um purê de "jordskokk", que é uma coisa total estranha, com um sabor, hmmm nem ruim, nem bom, diria exótico, mas no purê também tinha mascarpone e oléo de trufas, além de beterrabas cozidas no forno também. Vinho: Tinto, Bourgogne francês.
Sobremesa I: Seleção de queijos (Stilton, brie, bleau d'auvergne e chèvre) com geléias e frutas secas. Vinho: Sauternes.
Sobremesa II: creme brulê. O Anders tinha, porque tinha que usar o raio da pistolinha que sai fogo hahahaha.
Os scallops são bem caros, porquê a gente usou os frescos. Mas dá pra comprar os congelados. O problema é saber descongelá-los direito. De uma outra vez que fizemos, ficou parecendo uma borracha, afe.

Enfim, a gente curte cozinhar e essas receitas a gente tirou de uma revistinha de supermercado. Pra quem mora por essas bandas, foi do ICA. Aguardamos pelas próximas vítimas, digo, convidados, pra jantar aqui em casa :-)

De presente de natal, entre outras coisas, ganhei um par de patins de patinação. Detalhe, eu não sei andar nem de patins normal e me cago nas carça de medo do patins de gelo. Hoje, sai com capacete e mais todo tipo de proteção que vocês possam imaginar. Fomos até o lago aqui perto, mas como tinha muita neve, não rolou a patinação. Também não paguei mico, pois não tinha ninguém lá pra testemunhar. Enfim, eu vou tentar aprender, mas não garanto. O outro presente que adorei, foi essa foto aqui do Nexus, impressa num quadrão. Ficou lindo. Takk, Anders !!!
Abaixo vídeo do Anders limpando a neve e do Nexus dando um rolê.




domingo, 6 de dezembro de 2009

Tailândia, continuação ...

Entre uma parafusada, uma martelada e uma corrida atrás do gato, que fugiu com um dos parafusos (você leva o dobro do tempo encaixotando ou parafusando qualquer coisa aos redores de um gato, impressinante), tirei uma pausa pra terminar o post sobre a Tailândia.

Antes de continuar contando sobre a viagem, gostaria de dizer que a Tailândia é o país mais hospitaleiro que eu já visitei, o povo é sorridente, educado, respeitador e muito acolhedor :-)

Bom, ainda no dia do passeio a ilha do senhor Bond, a gente parou pra visitar uma plantação de seringueiras. Phuket e os arredores são os maiores produtores de borracha. As árvores foram, inicialemente, trazidas do Brasil :-). É uma trabalheira do caramba coletar a borracha das árvores e as plantações, ao mesmo tempo, são imeeeensas.
Na volta, a gente parou num templo budista, que eu não me lembro o nome. Mas o interessante é que esse templo fica dentro de uma caverna, com morcego e tudo, afe. Do lado de fora, fomos recebidos por dezenas de macacos. Alguns até pendurados nas tetas das mamães macacas, muito legal. Após visitarmos o templo, Anders resolveu comprar uma penca de bananas pros macacos. Mal ele conseguiu pagar pelas bananas, já haviam roubado metade do cacho hahahaha. Os bichos são safados.
No dia seguinte nós fizemos um passeio as ilhas Similan que estão na lista "top 10" de pontos de mergulho. Eu tenho aflição de pensar em mergulhar, então fomos de snorkel mesmo. Eu achei que fossémos ter que fazer a viagem num dos long tails boat (meda!), mas no fim era um speed boat fino, com serviço de bordo e tudo.
As ilhas são fenomenais. Eu nunca vi nada igual. A visibilidade é impressionante e a sensação é de estar num aquário. A gente parou em 3 ilhas diferentes e numa delas, a gente também almoçou.
No dia seguinte a gente foi trabalhar. Sim, trabalhar !!!
Decidi que a partir de agora, toda vez que eu viajar por mais de uma semana, vou dedicar um dia (sempre que possível) ao trabalho voluntário.
Nossa estréia foi em Phuket num abrigo para cães e gatos de rua que se chama Soi Dog.
Eu dei uma lida na net antes, pra ver se não era uma furada nem nada. Mas foi uma surpresa boa.
O lugar é mega organizado e bem grande. Eles recebem de braços abertos veterinários e estudantes para operarem os animais. No nosso caso, a gente poderia fazer qualquer outra coisa e acabamos por levar uns 10 cachorros pra passear.
Mas tava um calor senegalês e a maioria desses cães (da ala que a gente pegou), são animais traumatizados, então eles dão dois passos e empacam ... No fim a gente se divertiu muito, mas nem tiramos muitas fotos.
Pra quem puder, visitem os site e façam uma doação, ou adotem um cão ou gato, virtualmente. Eles estão com um projeto de construir um abrigo permanente para os animais que não encontram novos lares. http://www.soidog.org/

Na nossa última noite, calhou de rolar uma feira de rua em Khao Lak. O tema da feira era turismo. Montaram dois palcos. Um com shows tradicionais e outro com coisas mais modernas, tipo miss Khao Lak, competição de barman, etc.
A gente jantou na feira. Tudo diferente e gostoso, com exceção de uma pimenta na minha salsinha tailandêsa que me transformou num dragão hehehe.
Num dos restaurantes da rua, havia um cartaz para uma tal de "fish massage". O Anders todo dia ameaçava pagar pela massagem, mas no fim desistia. Aí na última noite eu disse, fio, é agora ou nunca. E lá foi ele. Num tanque cheio de mini peixes, você enfia os pés, pernas e braços na água e os peixinhos comem a camada de pele morta do seu corpo .......eu não consegui ficar com dois dedos dentro dágua por 5 segundos. Dá um aflição inexplicável. Mas maridon sobreviveu hahaha.
Mais fotos, aqui e aqui.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Tailândia, parte I



Aloha !!!
Tô com o blog atrasado, tô sem tempo, tô com preguiça ...
A minha coragem fica ali escondida num canto e quando abro a porta e o vento entra, ela sai voando junto com um floco de pelo de cachorro, e aí fica dífcil encontrá-la de novo ...

Anyway, no meio das caixas e do fogãozinho de camping a gente resolveu tirar umas férias e fomos passar uma semana nas Tailândia.
Esquema pacotão de viagem, mas dessa vez não foi nenhum farofada total ilariê do naipe da Turquia.
E lá fomos nós .... na minha cabecinha, eu achei que em 6 horas a gente já estaria desembarcando no paraíso. Mas eu acho que faltei naquela aula de geografia ... 12 horas de viagem, num voô DIRETO, Oslo - Phuket. Afe. Saindo do -2C e chegando no 35C, mais umidade relativa do ar de 110%, jesuis.

O hotel, super fino. A gente extravagou no hotel, porque lá tudo é mega barato, então deu pra deixar a barraca em casa, dessa vez.
Nós achamos que fossemos ficam em Phuket mesmo, que é a maior ilha do país. Mas chegando lá, descobrimos que nosso hotel era no continente, atravessando uma ponte. Foi ótimo dessa forma, pois em Phuket tudo é mais caro e mais badalado.
Ficamos hospedados em Khao Lak. Decorar os nomes dos lugares foi um sacrifício, porque pra mim era tudo igual.

A praia de Khao Lak foi uma das mais destruídas no tsunami de 2004. Então, praticamente todos os prédios de hoteis, restaurantes e moradias são novos. Embora a lembrança do tsunami esteja em todas as placas de evacuação (uma em cada esquina), nas fotos e no museu, ninguém fica tocando no assunto. Nem locais, nem guias, nem ninguém.
O nosso tempo lá foi curto, então resolvemos não nos estressar correndo de um lado pro outro, pois o objetivo da viagem foi o "relax" e não tanto o turismo. Dessa forma sou obrigada a voltar pra lá um dia ... chato né, mas a vida é assim hihihi.


No domingo a gente fez um passeio curto: Elephant Trekking.

Foi maior legal !!! Eu nunca tinha visto um elefante de pertinho. O elefante é um animal nativo da Tailândia, domesticado e usado há anos no trabalho na floresta, pra puxar troncos de arvóres ou abrir caminhos.



Eu e Anders montamos no nosso elefante (que era uma elefanta ?!) e com nosso motorista, fomos dar um rolê na floresta. O cara vai sentado no pescoço do animal e com os pés sobre as orelhas do elefante, ele repassa os comando de direita, esquerda, rápido, devagar, etc. No final do passeio, é esperado que a gente compre uma cestinha com bananas verdes pra agradecer ao elefante. Eu achei ele o bicho fosse comer minha mão junto hehehehe. No final, quado o cestinho já estava vazio, ele ainda inspecionou bem com a tromba pra ver se eu não tava escondendo nada :-)

Os elefantes não tem a visão muito apurada, mas suas trombas servem tando de nariz, quanto lábios e braço.

Vocês sabiam ...(momento wikipédia de ser):

" tromba do elefante pode ter cerca de quarenta mil músculos individuais, o que a faz sensível o suficiente para pegar numa única folha de relva, mas ao mesmo tempo forte o suficiente para arrancar os ramos de uma árvore".


O resto do dia foi usado pra ler um livro na beira da praia ou ficar suando, literalmente, dentro da piscina ou do mar, onde a temperatura da água, segundo um local, era de 29C.
No dia seguinte a gente fez um outro passeio.
Os passeios, infelizmente, não são baratos. São a preços de turista. E nem rola pesquisar muito, pois é tudo meio que tabelado.

De qualquer forma, a gente foi visitar a ilha do James Bond (Filme: The man with the golden gun, 1974), na baia de Phang Nga. Surreal... A visita é feita num barco típico tailandês, chamado de "long tail". Trata-se de um barcão comprido com um motor de fusca, ou sei lá eu. Um barulho dos infernos.
Da água verde esmeralda da baía, saltam uns picos de pedra "limestone". Pra todo lado que você olha é um paraíso de escalada ao céu aberto. A gente levou nossas coisas pra escalar, mas não conseguimos encarar o calor, infelizmente.

Na volta, paramos em Koh Panyee (koh = ilha), uma ilha de pescadores muçulmanos. Almoçamos lá e fizemos um tour pela ilha. As moradias parecem bem precárias, tipo uma favela, mas todos vivem bem (comida + um teto pra morar). Tem até fila de espera pra se mudar pra ilha. Algumas das pessoas, nascem, crescem e morrem lá, sem nunca ter saído pra lugar algum.



Vocês sabiam ....

Thai, significa livre. A Tailândia é um país de maioria budista. Mas lá, existe pena de morte. O país nunca foi colonia de ninguém e nunca esteve em nenhuma guerra. O país é uma monarquia e fotos do rei e da rainha estão em todos os lugares de devem ser tratadas com respeito.
A maior palavra do mundo, com 163 letras, é o nome de Bangkok (capital) escrita e falada em thai. Preparados ? Aí vai ...


Krung­thep­maha­nakorn­amorn­ratana­kosin­mahintar­ayutthay­amaha­dilok­phop­noppa­ratrajathani­burirom­udom­rajaniwes­mahasat­harn­amorn­phimarn­avatarn­sathit­sakkattiya­visanukamprasit


Analisando-se parte a parte, temos:

krungthep mahanakorn: The great city of angels,

amorn rattanakosin mahintara yutthaya mahadilok phopthe: supreme unconqueralble land of great immortal divinity (Indra),

noparat rajathani buriromthe: royal capital of nine noble gems, the pleasant city,

udomrajaniwes mahasatharn: with plenty of grand royal palaces,

amorn phimarn avatarnsathitand: divine paradises for the reincarnated deity (Vishnu),

sakkatattiya visanukam prasit: given by Indra and created by the god of crafting (Visnukarma).

Continua no próximo post :-)

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Mudados !

Saravá, meu povo !
Já estamos no endereço novo!
Felizmente, nenhum grande imprevisto ocorreu no dia da mudança. MAs poderia ter sido melhor, mais eficiente.
A gente contratou uma empresa pra mudar os móveis grandes (sendo que o ap fica no 3.o andar, sem elevador) e dias antes a gente já tinha transportado o carro cheio de caixas pra nova casa. Eu já tinha gasto grande parte da minha energia carregando caixa escada abaixo e resolvi poupar pro dia da mudança. Para isso eu deixei pra trás, no ap, as caixas leves e coisas menores, dessa forma eu carregaria essas coisas menos pesadas e deixaria as outras pros caras da mudança.
Bom, 9 da matina chegam os tios da mudança. Três carinhas do Kosovo. O mais novo falava norueguês, o "do meio" falava meio norueguês, e o terceiro, mais velho, não falava uma palavra em bacalhoês.
E lá vamos nós. Enquanto o mais velho segurava a porta do prédio, o do meio tomava conta do caminhão enquanto que o mais novo fazia a primeira viagem, escada abaixo, com as almofadas do sofá !!!! Nem preciso dizer que o sangue subiu na minha cabeça na hora, né. Entre a caixa com "books" e a com "CDs", o nego me escolhe as almofadas do sofá, super conveniente.
Tivemos problema com nossa cama de casal.
Nosso sexo animal + cama da Ikea = use cola na montagem (idéia do Anders, lógico :-P). E quem disse que a bicha desmontava ? O cara "do meio" ficou 40 minutos tentando desmontar aquela merda, e nada (detalhe, a mudança só custa o equivalente a quase 500 reais por hora). No fim, voltamos lá outro dia pra serrar a cama e jogá-la no lixo.
Um pouco após o meio dia a mudança já tava toda no caminhão. Eles ajudaram a descarregar tudo aqui na casa também.
E desde então estamos vivendo dentro de caixas.
Eu já to me especializando em "serviços gerais". Encanamento, pintura, arrancar papel de parede, montar móveis, destruir móveis, etc.
Martelo é pé-de-cabra, são meus sobrenomes !
Os projetos do momento são a cozinha e o nosso quarto.
Na cozinha a gente tá refazendo tudo. Piso, parede, teto e armários. A cozinha nova chegará em duas semanas e até lá a gente vai vivendo na base do camping.
No nosso quarto eu já tô meio caminho andado com pintura e terminando de arrancar o papel de parede. O maior desafio será por o papel de parede novo. Se eu não conseguir, vou ter que contratar alguém.
Tudo é bem cansativo, mas no fim vai ter valido a pena.
Depois de pronto eu posto umas fotos do antes e do depois !
No mais, a primeira neve do ano caiu hoje. De leve, molhada, acho que não dura até amanhã.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Nem tudo que reluz, é ouro !

Aloha !

Eu acho interessante bater papo com amigos que não falo a muito tempo.
Sempre rola as perguntinhas básicas do tipo, "como anda a vida por essas bandas?", "é verdade que", blá blá blá.

A gente lê notícias sobre a Noruega e a impressão que algumas pessoas têm é de que aqui todo mundo é rico e que não há problemas de ordem social, urbana, educacional, etc.

Mas tem. E muito.
Um deles (e dos grandes) é com relação a saúde.

Eu confesso: tenho medo dos médicos daqui.
Eu li muita barbaridade na net sobre a opinião de outros brasileiros com relação ao sistema de sáude norueguês. Daquelas da gente parar pra pensar se foi verdade. No fim, eu constatei na pele quando eu precisei usar do sistema.
Pra começar, o sistema é público, mas a gente paga. As consultas tem preços variados (clínico geral, especialista, psicólogo ou fisioterapeuta) podendo variar entre 40 e 100 reais. Se você acumular no ano, aproximadamente, 600 reais você (após enviar os recibos) recebe um Frikort que te libera dos pagamentos nas próximas consultas.
Os exames, também são pagos e alguns deles não te dão direito a acumular o valor gasto para receber o frikort.
Um consulta básica, no meu caso, ao gineco, teve um tempo de espera de 3 meses. Tá certo que eu não tava tendo nada, era só pra marcar um check up, mas 3 meses eu também esperaria no SUS da vida e não teria que pagar nada.
Com relação as crianças, as coisas parecem ser menos piores. Mas mesmo assim, não tá sangrando, não tem fratura exposta, não tá incosciente, vai pra casa, porque não é nada.
A minha amiga do trabalho teve que esperar 3 meses por uma consulta para o filho para verificar uma alergia. O médico era um tchongo e no fim ela teve que apelar para um particular (esses sim custam caro) para poder tratar do filho.
Ah, detalhe, aqui é praticamente inexistente o plano de saúde.
Enfim, eu ouço sempre histórias e histórias, tanto de brasileiro, quanto de noruegueses.
Lógico que há médicos bons por aqui, mas dada a proporção de habitantes, eu ouço mais histórias de fracasso do que de sucesso.

"Felizmente" as pessoas aqui são tratadas de igual pra igual. Padeiro, ator, professor, lixeiro, etc.
Digo isso com certeza pois hoje tivemos um almoço com o novo diretor do departamento.
Ele é médico e político. Não sei direito o cargo dele, mas é um dos grandões.
Ele teve um acidente semanas atrás. Escorregou na frente do prédio do dpto. Testemunhas nos disseram que foi hilário ..tadico. Ele não desgrudou do carrinho de bebê (com a filha sentada dentro) enquanto caía, ao mesmo tempo os óculos "avoaram" e a menina no carrinho foi visualiando o mundo na vertical, tudo no estilo câmera lenta, se é que vcs me entendem ...hehehe.
Bom, chamaram a ambulância que levou "apenas" 30 minutos pra chegar (isso porque Oslo tem 500 mil habitantes só) enquanto que o nego ficou estirando no chão frio.
Levaram pra emergência. Lá ele esperou por 2 horinhas só pra ser atendido.
Aí decidiram encaminhá-lo para o Rikshospitalet (Hospital Nacional). Detalhe, o depto onde eu trampo e que o nego caiu na frente fica a 100 metros do Riks ... vai vendo.
De repente alguém decide que não, que iriam levá-lo pro Ulleval (um outro hospital grande da cidade), mas no fim levaram ele pra Aker (um terceiro hospital). Chegando lá, esperou mais uma hora pra ser atendido. A essas alturas do campeonato já estava tarde e foi quando um dos enfermeiros disse que ele teria que fazer uma ressonancia magnética na perna, MAS como já era passada da hora, eles só fariam na manha seguinte. Aí o nego já puto da vida, falou que queria o raio da RM pra ontem ou que operassem ele logo de uma vez. Mas aí disseram que nao. O RM é pré-requisito para a operação e que as normas da casa são, a lista com o resultado da RM só sai pela manhã e ponto final.
Enfim, no dia seguinte operaram o cara.
Quando foi pra ele ter alta, ele perguntou sobre as roupas dele, pra poder ir embora e uma das enfermeiras vira e diz "ah, elas devem estar em algum lugar aqui, eu acho" ... Devem ? Acho ? O senhor seu diretô teve um ataque histérico. No fim, acharam a roupa dele embalada num plastico de lixo, que por sorte nao foi descartado.
Agora .. .meus companheiros e companheiras .... essa é a realidade aqui.
Quem sabe após esse epísódio o diretô não mexe algum pauzinho no governo com os coleguinhas dele.
Mas enfim, a falta de organização existe em todo canto. A Noruega não é excessão.

Só pra animar, abaixo um vídeo que o diretor usou hoje no almoço.

domingo, 13 de setembro de 2009

Pra que facilitar, se complicando fica mais emocionante

Saravá !

Usei meu primeiro ingresso, da batelada !

Sexta retrasada fomos ao teatro ! Foi uma peça a céu aberto, nas ruínas de uma igreja daqui de Oslo. Eu tava com medo de não entender patavinas, mas que nada. Foi super tranquilo.
No elenco tinha até cavalo. Eu trouxe o programa pra casa pra mostrar o nome deles (cavalos) que estava na lista hehhehe: Brede, Veundkjappen, Rudi, Stormdøla e Vindølen. Bonitinhos!
Tava chovendo. Mas aqui na Noruega há um ditado que diz "det finnes ikke dårlig vær, bare dårlig klær", traduzindo : "não há tempo ruim, só roupas ruins". Voltei pra casa com lama até nas orelhas.

Fora isso, essa semana que passou eu tive um congresso de Forense em Glasgow.
No domingo eu estava arrumando a papelada (endereço de hotel, passagens, etc), porque embarcaria na segunda a noite. O resto da turma iria embarcar na segunda cedo e como eles iriam de Ryanair (agora paga-se até pra respirar dentro das aeronaves deles) eu fiquei de levar o poster, assim eles não teriam que fazer o check in do treco e correr o risco de perdê-lo.
Bom, deixei os documentos em cima da minha cama, junto com o passaporte. Quando eu virei as costas e fui pro escritório, ouvi um barulho suspeito vindo da sala. Quando eu vim averiguar, quase tive um ataque cardíaco !!! A Phoebe tava mastigando meu passaporte !!!!!!! Ééééééé! A fia da puta entrou no quarto e o roubou de cima da cama. Ele ficou assim ó :


Bom, contei até 13429384 e aí, entrei com o plano B. Levar o poster na casa de uma das meninas. Elas que se virassem pra embarcar com ele. Plano C, iria à embaixada na segunda pedir um passaporte de emergência. MAS .... segunda foi dia 7 de setembro (eu aqui nunca lembro dos feriados brasileiros) e a embaixada estava fe-cha-da. Eu não tinha opcao de voo na terça, ou sejE. Não era pra eu ir, né.

Enfim, na terça então eu fui até a embaixada. Expliquei a situação e dei entrada no novo passaporte que só ficaria pronto na quarta. Mudei meu voo pra quarta a noite e consegui o passaporte novo como prometido e ainda tive tempo de ir na "poliça" colocar a estampa do meu visto.

Ufa. Foi dureza. Vaca de cadela.

Quando cheguei em casa ontem encontrei esse email da minha tia :-)

Oi Priscila, Sua mãe me contou do passaporte .......

A vida realmente se resume a duas perguntas...
1. Devo ter um cachorro?



OU...
2. Devo ter filhos?



As crianças, pelo menos, crescem um dia, não é ???

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Shows

Fala meu povo !
Eu nem comentei aqui, mas a alguns dias atrás, no Oslo Jazz Festival, nós assistimos ao show do Milton Nascimento na Opera House. Foi bem bacana. Mas gente, eu não sabia que o Mirtão era tão velho ... pra mim ele é tipo o Beto Carreiro, que na minha cabeça sempre teve 40 anos. Eu só conhecia duas músicas do repertório. No fim do show, antes do biz, a norugada se levantou toda e começou a sair da sala. Mas não ascenderam as luzes. Luz apagada = ele vai voltar. E voltou. Arriscou seu inglês entendível, com a ajuda da platéia (a primeira fila só tinha brasileiro, praticamente). Bonitinho.
Hoje teve uma palesta do Almyr Klink. Infelizmente eu não consegui ir, mas ele ia também autografar um dos livros dele.
Continuando com "estou na Noruega, mas parece que estou no Brasil", dia 05 de Novembro vamos ao show do Gilberto Gil, que vai participar do Oslo World Music Festival. Eu nem sou mega fã dele, nem do Milton, mas já que do tipo uma vez na vida e outra na morte, nós vamos.
Fora isso, ainda fiz a loucura de comprar mais 4 ingressos.
Nada acontece nessa terra, mas quando rola, é tudo de uma vez, básico.
Bom, a maratona vai ser a seguinte:
10/10 - Nouvelle Vague
05/11 - Gilberto Gil
14/11 - CC Cowboys
15/11 - Heather Nova
20/11 - Kings of Convenience
Ainda queria ir ao show do Massive Attack, mas já tá tudo vendido.
Ah, e pra arrematar ...hehehehe sexta agora, vou assistir a minha primeira peça de teatro em norueguês. Matar as saudades de ir ao teatro, atéqueenfim !!!!
Essa peça rola todo ano, numa ruína de uma igreja. Esse ano ela é mais especial porque será encenada na sexta-feira de lua cheia, ho ho ho.
A peça traz a estória de alguns fazendeiros que habitavam a região em 1350 (quando a peste negra assolou o país), as dificuldades da vida naquela época, bem como amor proibido (não sei de que tipo ainda). Depois volto pra contar como foi !

sábado, 29 de agosto de 2009

Mudanças

Saravá, meu povo !
Sumi, né ?
Pois é, muita coisa "going on" ao mesmo tempo.
Todo dia penso, ah, hoje vou postar alguma coisa, daí começo a fazer outra coisa e esqueço.


Primeira mudança foi que levamos Nexus pra tomar sorvete, se é que me entendem, hihihi. Voltou pra casa com duas bolas a menos. Tadico. Passou a noite feito um bebum, de um lado pro outro e a Phoebe que ficava cheirando ele com cara de que "mas o que fizeram com vc ?!". Mas o gatinho sobreviveu. No dia seguinte já tava tudo normal.

Segunda mudança ..... Compramos uma casa !!! EEEEEEEEEEE ! Viva nóis :-)
Acredito que se não fosse pela Phoebe, a gente não iria se mudar daqui tão cedo, é bom, é conveniente. Mas ... a gente quer ter mais cachorros. Então compramos uma casinha linda, linda, fora de Oslo. Fica a meia hora de carro. Nem é tão longe assim. Tem um jardim enorme e lindo e espaço pra fazer o canil. A gente se muda em Novembro.
A gente vai reformar algumas coisas. Acho que não vai sobrar grana pra viajar nas minhas duas semanas de férias, mas enfim, estamos mais empolgados em mexer na casa do que outra coisa.

Agora resta vender nosso ap. Algumas pessoas vieram visitar, mas ninguem fez oferta.
Aqui é assim, você faz um "visning" que é um dia para as pessoas virem visitar o ap. Você pode fazer isso por conta, ou ter um corretor. A casa tem que estar limpa e organizada. De preferência, eles dizem pra vc esconder tudo, fotos pessoais, excesso de livros, excesso de tapete, excesso de tudo.
Pior foi o dia que veio um casal, após os dias do visning, e a gente mesmo mostrou o ap. Trancamos as "crianças" no carro e escondemos as coisas deles. E na correria eu enfiei a caixa de areia do Nexus num dos armários. E não é que a nega me pede pra abrir a porta DAQUELE armário pra olhar dentro. Ai, meu pai, me deu um troço. Ainda bem que não tava cheirando.


Também arrumei minha sarna de inverno. Ano passado compramos o Guitar Hero. Esse ano mudei pra o "The Sims 3". Acabou que viciei. No começo eu sofria, tendo que fazer minha Sim trabalhar pra ganhar dinheiro, mas agora que já sei "roubar no jogo" as coisas ficaram mais fáceis. hahaha. O jogo é bem legal e quase tudo é possível. Muita coisa pra explorar.

Vou criar vergonha na cara e postar mais por aqui :-)



domingo, 9 de agosto de 2009

Madri, Zaragosa e Pirineos, Espanha


Após Sevilla seguimos direto até Madri. É chão, mas a viagem foi bem tranquila e agradável.
Ficamos hospedados num hostel bem no miolo pop-gay da cidade. Preço justo e muito bem localizado.
Em Madri a gente ficou um dia. Cidade grande, com atrações de cidade grande. Deve ser, com certeza, uma cidade gostosa de se morar. Muitos museus, restaurantes, parques etc. Mas nada além disso. O free walking tour foi proibido pela associação de guias turísticos. Então fomos por nossa conta e nosso guia do Lonely que para as cidades maiorzinhas sempre apresenta uma sugestão de walking tour cobrindo os principais pontos. Cobrimos tanto a parte histórica quanto a parte artística de Madri. A maioria das atrações são prédios e praças. O único museu que visitamos foi o Centro de Arte Reina Sofia. Lá tem de tudo. Desde de arte contemporanea, além de coletâneas dos grandes nomes como Picasso (Guernica), Miró, Dali, entre outros.



No dia seguinte seguimos até Zaragosa. Não conseguimos hotel na cidade, então ficamos num desses de convenções, mais afastado. Hotel 4 estrelas e atendimento 0.5 estrela. Enfim. Zaragosa é simpática e o centro é bem compacto. Em questão de horas dá pra olhar tudo. A principal atração é a Basílica de Nuestra Señora del Pilar. As demais atrações como museus, teatro romano e praças ficam tudo ali ao lado. O atendimento do posto turístico é excelente. A cidade também tem uma Aljafería, a la Alhambra. Mas só passamos na frente de carro.
No mesmo dia seguimos rumo ao Norte, para os Pirineos.
Pára tudo, porque agora a gente entrou em outro mundo.

Ao invés de uma paisagem seca e árida, temos verde, muito verde. Devido a água proveniente do derretimento de neve. Vales, muitos deles. No lugar da arquitetura árabe, temos umas coisa mais campestre e bucólica. Vilas erguidas com pedras. Riachos azuis, riachos verdes.

Se locomover começa a ficar mais difícil. As estradas são bem estreitas e extremamente sinuosas. Tem que viajar com calma e curtir a paisagem.
Primeira parada: Jaca.
Uma cidadezinha mega simpática. É ponto de saída para esportes radicais, mas acabamos visitando foi um Museu de Miniaturas Militares. Acredito que seja o único no mundo. Muito bacaninha. Ele fica alojado dentro de um forte em forma de pentágono.

Após a visita ao museu, fizemos uma visita guiada ao forte e aprendemos o porquê do formato de pentágono e isso e aquilo. Mas a única vez que o forte foi usado em combate, os espanhóis, coitados, estavam do lado de fora. Os soldados de Napoleão invadiram o forte e o espanhóis tiveram que reconquistá-lo. Ironias do destino hehehe.

No dia seguinte seguimos para nossa parada final, Llavorsi. A capital do rafting espanhol.

No caminho paramos em Torla que a porta de entrada para o Parque Nacional de Ordesa Y Monte Perdido. Esse é um lugar que voltaremos. Infelizmente não tivemos tempo de rodar pelo parque, mas é um lugar que vale a pena. Assim como a charmosa Torla.

Em Llavorsi fizemos rafting ! A gente nunca tinha feito na vida, então fomos numa rota fácil. Foi mega divertido e eu quero é mais !!!

Para os Pirineos, a gente volta com certeza, talvéz vindo pelo sul da França :-)

mais fotos aqui.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Granada, Antequera, Sevilla - Andalúcia, Espanha

Após Cabo de Gata (que também fica na região da Andalúcia), seguimos para Granada.

Andalúcia, como disse antes, é uma das regiões mais belas e traz todo o "esteriótipo" espanhol.
Pra começar, muita história. Ajuda a dar uma lida antes, pra depois entender a arquitetura, o porque disso e daquilo.
A maioria das cidades dessa região trazem em seus anos a mesma história.

Curta e grossamente, habitada por fenícios que foram derrotados pelos romanos, que por sua vez, contruiram um império. Por cima do império deles, os mouros construiram suas Alcázar, Albazyn, etc, gigaaaaantes palácios, riquíssimos em detalhe, batalha e sangue. Segundo um dos nossos guias, eles (os mouros) achavam que estavam protegidos pelas muralhas, mas o pior inimigo morava lá dentro também, geralmente um irmão ou cunhado que decepava a cabeça de quem estava no comando para assumi-lo. Em seguida, os cristãos achando que deviam dominar o mundo, lutaram e acabaram por expulsar os mouros da Espanha (os mais sortudos, sem opção, foram obrigados a se converter), ocuparam seus palácios, mas tiveram a dignidade de manter a beleza dos mesmos. Sem falar nos judeus. Esses aí, sempre debandando de um lado pra outro, morando em guetos, sendo perseguidos, mas lucrando com os cristãos. Durante a ocupação moura, os judeos viviam pacificamente no mesmo território. A briga feia mesmo rolou entre os cristãos e os mouros.

Bom, sendo assim a principal atração turística de Granada e Sevilha são bem parecidas.
Em Granada temos a Alhambra. Primeiramente um forte e depois um palácio-forte. Conquistados pelos cristãos que destruíram a mesquita pra transformar numa igreja (básico).

A gente fez uma visita guiada, que foi cara e ok, nenhuma brastemp ... O lugar é apinhado de gente, fica difícil ficar prestando atenção mais nisso ou naquilo, porque tem que ficar se movimentando.

A beleza desse e também de outros palácios fica por traz das muralhas. Estando do lado de fora a gente não vê nada. Só muros altos e torres. Segundo os mouros, a beleza tinha que ser guardada. Ao entrar, a surpresa. A riqueza de detalhes e cores e geometria. Muito lindo. Os jardins são enormes e tanto os pátios quanto os jardins possuem muitas fontes.

Em Granada ficamos num camping mega bem localizado. Ao lado da estação de ônibus. Com piscina, mercado, banheiro bom, tudo. Granada também é a porta de entrada para os resorts de esqui do sul da Espanha. A cidade é rodeada por um dos picos mais altos da Espanha, Mulhacém (3479 m). Após rodar pelo centro, seguimos viagem no dia seguinte.

No caminho para Sevilla, paramos em Antequera que também tem um palácio mouro construídos sobre ruínas romanas e a antiga mesquita que foi transformada em igreja. Mas o ponto alto dessa pequena cidade são os Dolmens, algumas das maiorem tumbas megalíticas da europa. Construídas a mais ou menos 2500 anos antes de Cristo, essas tombas foram erguidas com pedras da região, a maior delas carregada tem cerca de 180 toneladas !!!

Ah ainda passamos pelo parque Torcal de Antequera. Muito legal, formações rochosas bem interessantes. Vale a pena um bate e volta.



Chegando em Sevilla, tudo ia bem segundo o mapa que tínhamos. Eu já tinha achado nosso hotelzinho no mapa e tudo. Mas de repente ... de repente uma curva que não tava no mapa me aparece, e quando vimos estávamos intalados, literalmente, no centro. Gente, as ruas são muito estreitas, não tem calçada e as esquinas tem o reboco destruído. Aí fedeu de vez. Eu já não sabia onde estávamos porque nosso mapex não tinha essas mini ruas. Felizmente uma boa alma me aparece. Um tiozinho que trabalha no Museu do Flamenco, com muita boa vontade me deu um outro mapa e nos explico direitinho como fazer pra sair daquele labirinto. Ufa.

Sevilla é muito fofa. Foi a cidade mais bacaninha pra mim. Eu gostei de Barcelona e Madri, mas por se tratar de cidades grandes a gente só pega aquele gostinho se passar mais tempo nelas. Morando ou a trabalho. Mas Sevilla é a cidade pra um fim de semana interessante e legal.

Possui a maior Catedral do mundo. Por dentro muitcho ouro e a tumba de Cristóvão Colombo (reza a lenda que ele tá lá dentro). Esse ouro todo, trazido lógicamente, das colônias espanholas ...

O palácio dos califes em Sevilla é a Alcázar. Se você perdeu a chance de ir a Alhambra em Granada, não se preocupe. Alcázar não fica atrás. E vai além. O palácio mouro fica no terreo. Subindo as escadas, você pensa que vai ao segundo andar, mas que nada. É um outro palácio (constrído pelos cristãos) com jardins imeeeensos, fontes e tudo mais. E pelo lado de fora, você não dá um centavo pelo lugar.
O centro da cidade é bem aconchegante e lá comemos as melhores tapas, no restaurante Alcaiza na Plaza Alfafa. Eu fui até dar meu cumprimentos ao chefe hehehe.
Numa das tardes escaldantes a gente foi a um baño árabe-romano. Foi bem relaxante. O complexo tinha várias piscinas. Uma a 36C, onde você deveria entrar primeiro e deixar seu corpo se equilibrar com a temperatura. Em seguida uma passada na de 42C e um rápido pulo na e 16C. Dizem que esse contraste de temperatura faz bem à circulação (aqui na Noruega o povo sai da sauna e rola na neve). Também tinha uma mega hidromassagem e uma piscina com água bem salgada.

Assistimos a um fantástico show de Flamenco, de graça na La Carboneria. Ô lugarzinho escondido. Lá encontramos o tiozinho do museu do Flamenco. O show é tirar o fôlego. Dá uma angustia, uma dor no coração. É sofrimento puro hehehe. Mas é assim que é pra ser :-)
Próxima parada, Madri.
Mais fotos, aqui.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Alarcon e Cabo de Gata, Espanha

Nossa próxima parada foi em Alarcón.
Um vilarejo pequenino, no meio do nada.

Esse foi o único Parador que a gente desfrutou! Quem sabe depois de aposentada, não faço uma viagem, parando de Parador em Parador .... ai ai ...

Enfim, a gente planejou não fazer nada. Só curtir nossas instalações e encher a pança.

Nosso quarto era o mais exclusivo do castelo. Fica no alto da torre principal e a gente tinha acesso exclusivo ao topo da torre, com uma vista deslubrante.

A gente viu o por-do-sol ... jantamos comida típica do lugar, bebemos muito vinho, champagne e vimos o nascer do sol.
Foi a noite mais romântica que já tivémos e por isso foi considerada nossa noite de lua-de-mel, coisa que não existiu pra gente :-P

No dia seguinte caminhamos pela vilazinha, que estava largada as moscas. Acredito que 90% seja residência de veraneo e por isso estava tudo fechado e lacrado.

A gente comeu tanto no jantar, que não tivemos fome para o café da manhã que, depois de muquiado na mochila, virou almoço.
O bom de se viajar sem destino muito certo é que a gente faz o que quer, quando quer.
O próximo pit stop seria Granada, mas decidimos dar um pulo em Cabo de Gata, um pequeno detur.
A região da Andalúcia, sul da Espanha, é LIN-DA. Vale muito a pena fazer esses trajetos de carro. As paisagens mudam constantemente e tem de tudo. Na ida a gente seguiu pela Sierra Nevada. Era engraçado presenciar os 40 graus de quentura e, ao mesmo tempo, as placas de aviso com "cuidado com a neve".
Nessa região, assim como em boa parte da Espanha, tem muito, muito, muito moinho de vento. Eles são gigantes e por isso, são vizualisados a quilômetros de distância. Há também muita plantação de olivas e laranja.

Em Cabo de Gata a gente acampou.
Uma noite num castelo e a seguinte na barraca. Cheio de mosquito. Muito mosquito.
No dia seguinte, um pulo até o Farol e uma passada rápida por uma das praias, San José. A gente ficou algumas horas só. Estava muito quente (e a gente não tem guarda-sol) e com o vento, a areia fina formava montinhos no corpo da gente em questão de minutos, um saco.
No fim do dia seguimos até Granada. Seguimos pela costa mediterrânea. Aqui ao invés dos picos nevados, um mar azul turquesa imenso. Zilhões de vilarejos e muitos deles com praias lindas.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Barcelona, Tarragona e Valência, Espanha

No nosso último dia em Barça, fomos visitar a Casa Battló. Fan-tás-tica. Cara (16 euros), mas bacana. Mais uma fabulosa obra de Gaudí.
Tenho lá minhas dúvidas, se Gaudí ,apesar de super religioso, não abusava dos tóxicos hehehehe.
Tudo por dentro da casa lembra água. Quase nada é reto, tudo é torcido e parece se movimentar. Tudo foi pensado, desde a maçaneta da janela até o tamanho das mesmas conforme se vai subindo os andares. O audio guia é indispénsavel (acho que tá até incluído no preço).
Depois fomos dar uma volta na La Rambla, famoso "calçadão". No começo da rua concentram-se os vendedores de passarinhos. Tadicos, todos amontoados na gaoila, naquele calor. Pior que isso, era o próximo conglomerado de vendedores de bichos exóticos. Eu se pudesse, comprava tudo e soltava no primeiro bosque que visse pela frente. Enfim .... vendedores de flores, de suvenirs, de tudo.

Fizemos uma parada de emergência "glicosiana" no Mercado de la Boqueria. É do mesmo estilo do mercadão de São Paulo. Com a gringaiada toda tirando foto das frutas hehehhehe.

No fim do dia fomos até o Jardins del Laberint d'Horta. Muito legal. Eu nunca tinha brincado num jardim labirinto antes. A teoria do Anders de virar sempre a direita, não funcionou porcaria nenhuma e, obviamente, nos perdemos. Mas não chegamos a passar a noite lá :-)
Dia seguinte, pé na estrada. Destino: Valência.
As estradas espanholas são excelentes. As autopistas (AP) e autovias (A) são com faixas duplas nos dois sentidos e o asfalto parece um tapete. Mesmo as estradinhas bem menores, são boas e bem sinalizadas. A gente dirigiu cerca de 3000 e vimos somente um acidente. Achei um bom sinal, quando comparado com a Escócia :-(

No caminho paramos em Tarragona, que é a "capital" da "colla" ou torre humana. Mas a parte disso, vale a pena passar pelo centro histórico que fica dentro das muralhas romanas. Eles possuem umas rotas diferenciadas e super bem explicadas, pra quem tem tempo e saco de vasculhar cada canto é legal. Mas em uma hora dá pra ver as coisas mais importantes.

A última parada do dia foi em Valência. Por conta da nossa reserva num dos Paradores a gente não teve tempo de visitar o centro, mas em contra partida aproveitamos muito a Ciudad de las Artes y las Ciencias.

Trata-se de uma mega construção. Mega mesmo. Você se sente uma formiga perto dos prédios enooooormes. Primeiro a gente viu um filme no Hemisféric. Um cinema 180 graus. Também vistamos o Museu de las Ciencias Principe Felipe. Bacanex, mas a gente é meio saturado de genética, DNA, bla bla, então pra gente é tudo meio repetitivo. Mas eles tinham um setor interessante sobre qualidade de vida, tipo design de cadeira, colchão, iluminaçao, etc.

No dia seguinte passamos a manhã no aquário Oceanogràfic. Gente do céu, eu nunca fui num aquário tão legal antes !!!! É lindo, com vários setores diferentes e vários túneis que passam por dentro dos aquários e parecem que os peixes estão voando ao seu redor. A gente assistiu ao show dos golfinhos, super meigos e depois numa sala tipo cinema, que ao invés da tela tinha um aquário gigaaaaaante com uma mergulhadora do lado de dentro interagindo com o apresentador do lado de fora. Eles explicam como funciona os bastidores do aquário, a cozinha, o consultório veterinário, tudo, muito bom.
Nós almoçamos no restaurente do aquário. É chiquetoso e não fica aberto ao público, a não ser que vc tenha feito reserva. Nóis, cara de pau, não tinha reserva, estávamos de havainas, mochila e suados que nem porco, mas ... arrumaram uma mesa pra gente numa boa. O rest. fica dentro de um aquário. Foi legal observar os peixes com mais calma. Eles ficavam rodando todos pra um lado só (tadicos), aí um outro diferente lá, ficava nadando bem mais rápido pra direção contrária. Anders dizia que ele (o peixe) estava atrasado pra um almoço de negócios hehehe. Pro Anders, qualquer um, numa cidade grande, de gravata e celular, saindo do metrô ou parado em frente ao banco, está indo pra um almoço de negócios, fechar um contrário milionário. E lá ia o peixe com sua gravata e celular ......
Uma hora aglomorerou uns cotocos de peixe. Faltando olho, faltando nadadeira, uns 20 deles. Acho que estavam fazendo alguma manifestação ou algo do gênero. Imaginem os dois tontos aqui, imaginando os "pensamentos e falas" dos peixes hehehhe.
Pança cheia de peixe e seguimos até Alarcon para nosso dia de rei e rainha :-)
mais cliques.